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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Austrália fixa imposto de US$ 23 por tonelada de emissão de CO2

A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, anunciou neste domingo um imposto de US$ 23

por de uma tonelada de dióxido de carbono a partir do dia 1º de julho de 2012.

Cerca de 500 empresas, consideradas as maiores poluentes da Austrália, terão que enfrentar

este imposto proposto pelo Executivo, que já conseguiu os votos necessários para que seja

aprovado pelo Parlamento australiano.

“Como nação precisamos colocar um preço ao carbono e criar um futuro com energias limpas”,

disse Julia em entrevista coletiva em Camberra. Com esta medida se pretende “reduzir em 160

milhões de toneladas a emissão de gases poluentes até o ano de 2020. “Isso equivale a tirar

cerca de 45 milhões de carros das estradas”, explicou Julia.

O imposto aumentará em 2,5% em termos reais até julho de 2015, quando entrar em vigor na

Austrália um esquema de troca de emissões no qual o mercado regulará os preços. O imposto

não afetará o combustível destinado para o consumo pessoal ou as pequenas empresas, mas o

transporte pesado que usa diesel pagará o preço das emissões de dióxido de carbono a partir

de 2014, transcorrida uma moratória de dois anos.

“O governo gastará cerca de US$ 9,884 bilhões nos próximos três anos provenientes dos fundos

deste imposto para gerar “incentivos econômicos para os maiores poluentes para reduzir as

emissões dos gases de efeitos estufa”, disse Julia.

A primeira-ministra explicou que parte do dinheiro proveniente do imposto às emissões de

dióxido de carbono será destinada à criação de emprego e a promover os investimentos em

energias limpas, assim como em programas que contribuirão para diminuir a mudança climática.

(Fonte: Portal iG)
Por: ambientebrasil.com.br

David Byrne ataca na Flip modelo urbanístico ‘insustentável’

Quem esperava ouvir o escocês David Byrne falando na Flip sobre música e os tempos de

Talking Heads, recebeu uma aula de urbanismo e cidadania. Byrne participou de mesa

intitulada “Tour dos trópicos” na tarde deste domingo (10), último dia da Festa Literária de

Paraty.

É que ele promove o livro “Diários de bicicleta”, relato de suas viagens por variadas

cidades do mundo a partir da perspectiva de um ciclista convicto, que começou seus passeios

sobre duas rodas nos anos 1980, em Nova York.

“O livro que fiz não é sobre bicicletas”, disse Byrne logo no começo de sua palestra. Ele

trata de como o modelo atual de urbanismo, em sua opinião, é insustentável. O escocês

promove a opinião de que as bicicletas podem ajudar a solucionar esse problema.

“Quanto mais pessoas andam de bicicleta, o número de acidentes com ciclistas diminui”,

falando sobre o que costuma ouvir sobre São Paulo, considerada uma cidade perigosa para se

andar de bicicleta.

Otimista, o ex-Talking Heads disse ainda sobre a capital paulista: “São Paulo tem potencial,

é mais verde do que se pensa.”

Ao longo de sua fala, exibiu fotografias que tirou durante suas viagens. Mostrou o que chama

de “áreas mortas” dos Estados Unidos. Conexões de rodovias, áreas abaixo de viadutos, que

afastam as pessoas.

“Muitas dessas áreas deram lugar a estacionamentos. São áreas mortas, onde não há interação

humana, não há esportes. E são venenosas, se espalham para regiões vizinhas também”, disse.

Em seguida, mostrou exemplos na Europa de cidades em que, apesar de os automóveis não terem

sido completamente banidos, as prefeituras tornaram mais difícil sua circulação, fechando

ruas apenas para os pedestres. Elogiou Berlim e Amsterdã.

O especialista em urbanismo Eduardo Vasconcellos também participou da conversa, expondo a

experiência de quem conhece o exemplo de um país em desenvolvimento. “Nós criamos cidades

hostis. A elite precisa do automóvel para sobreviver. No governo, as pessoas têm automóveis.

Naturalmente, os decisores optam pelas opções em favor do automóvel”, disse. (Fonte: Marcus

Vinícius Brasil/ G1)