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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Neandertais, os parentes mais próximos do homem moderno


Último refúgio dos neandertais teria sido na Rússia


Há décadas pesquisadores se perguntam por quanto tempo os Neandertais, os parentes mais próximos do homem moderno, coexistiram com ele antes de sumirem da face da Terra há cerca de 40.000 anos.
Um artigo publicado no periódico científico Science nesta quinta-feira (12) reacende o debate de quando realmente a extinção ocorreu e por que.
Um grupo liderado por Ludovic Slimak, do Centro Nacional para Pesquisa Científica em Toulouse, na França, descobriu um conjunto de ferramentas nas Montanhas Urais, no extremo norte da Rússia com cerca de 33.000 anos feitas no estilo usado por hominídeos mais primitivos que o Homo sapiens, como os Neandertais. “A descoberta foi muito surpreendente. O sítio arqueológico de Byzovaya revela traços claros da cultura Mousteriana [associadas aos Neandertais] 7.000 a 8.000 anos após ela ter desaparecido do resto do planeta. Além disso, o sítio está perto do Ártico bem mais ao norte do que qualquer outra cultura Mousteriana já encontrada, cruzando os limites geográficos conhecidos em mais de 1.000 quilômetros”, afirmou Slimak ao iG. E completou: “Essas descobertas desafiam o que acreditávamos sobre esta cultura e tem um impacto direto e profundo no nosso entendimento sobre a extinção de suas sociedades.”
O sítio arqueológico de Byzovaya não contém ossos, apenas ferramentas, o que coloca duas hipóteses na mesa: a primeira de que os Neandertais duraram mais do que o anteriormente imaginado e a segunda de que o Homo sapiens preservou as tecnologias mais antigas muito tempo depois que novas ferramentas já haviam surgido. “A descoberta é tão surpreendente que é melhor manter a mente aberta para qualquer uma delas”, afirmou Slimak.
Um ponto, no entanto, é certo. “Esta é mais uma descoberta interessante que mostra o mosaico de processos envolvidos na dispersão humana no Pleistoceno [entre 1,8 milhão e 11 mil anos atrás]. Por tempo demais tivemos um modelo simplista da substituição humana e de uma transição linear no Paleolítico Médio e Superior [entre 300 mil e 10 mil anos atrás].”, explicou ao iG Clive Finlaynson, biólogo e líder das escavações de Neandertais no território de Gibraltar, no extremo sul da Península Ibérica, e que não esteve envolvido com o estudo da Science.
A falta de ossos de hominídeos faz com que qualquer conclusão definitiva não seja aceita pelos especialistas, mas Finlaynson tem um ponto de vista bastante objetivo. “Estou confiante de que estes [objetos] mousterianos (na falta de fortes evidências em contrário) não foram feitos por humanos modernos. Isto deixa os neandertais, denisovanos, ou outros personagens desconhecidos como seus fazedores.”, afirmou ele.
Para complicar ainda mais o cenário no início desta semana o periódico científico PNAS publicou um outro estudo que afirma que os Neandertais foram extintos quase instantaneamente ao entrarem em contato com os humanos no Leste Europeu há 44 mil anos. Os pesquisadores não sabem explicar o motivo, mas uma das hipóteses é que humanos modernos eram intelectualmente e tecnologicamente superiores aos Neandertais.
Colonizar, porém, um local como o extremo norte da Rússia, como descrito no artigo da Science, não é uma tarefa simples. Ela exige uma organização social e habilidades técnicas que permitam sobreviver em um dos ambientes mais inóspitos do planeta. “A descoberta claramente desafia as teorias relacionadas aos neandertais, de que eles se extinguiram devido à inferioridade tecnológica ou inabilidade de lidar com questões ambientais ou climáticas”, afirmou Slimak.
E se alguém achar ainda que a história da evolução dos hominídeos não está tão complicada assim, em 2010 foi descoberto na caverna de Denisova, na Sibéria, um osso (a ponta de um dedo) e um dente quebrado de um homem diferente. Batizado de denisovano pelos pesquisadores, ele viveu há 40 mil anos e evoluiu de forma independente dos humanos modernos durante milhares de anos antes de sumir da face da Terra. Antes disso, no entanto, cruzou com o homem moderno e 5% do DNA dos habitantes da Papua Nova-Guiné é denisovano. “O cenário existente naquela época era muito complexo. O mundo do Pleistoceno não era feito apenas de neandertais e humanos”, afirmou Finlaynson.
Em 2010, também foi decifrado o genoma do Neandertal e constatou-se que ele e os humanos modernos tiveram descendentes. Consequentemente parte da população do planeta, neste caso europeus e asiáticos, carregam até 4% de DNA do primo humano mais próximos em seus corpos.
O quebra-cabeças está longe de ser resolvido. (Fonte: Portal iG)

Hillary Clinton defende desenvolvimento sustentável no Ártico


Hillary Clinton defende desenvolvimento sustentável no Ártico

13/05/11
A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, defendeu nesta quinta-feira (12) por um desenvolvimento econômico do Ártico “inteligente e sustentável, que preserve o meio ambiente e o ecossistema”, durante uma reunião na Groenlândia dos oito países que fazem fronteira ao norte com o oceano Ártico.
“Os problemas desta região não são apenas ambientais. Há outras coisas em jogo. O derretimento do gelo, por exemplo, evocará mais transporte marítimo, mais pesca, mais turismo, e a possibilidade de desenvolver reservas de petróleo e de gás novamente acessíveis”, destacou Hillary.
Os chefes da diplomacia dos oito países que fazem fronteira com oceano Ártico se reuniram nesta quinta-feira na Groenlândia para tentar acordar normas para a exploração petroleira, mineradora, pesqueira e turística de uma região na qual o aquecimento climático abre novas oportunidades econômicas, para além dos perigos ambientais.
Hillary, junto com o ministro russo Serguei Lavrov e os demais chanceleres do Conselho Ártico (Estados Unidos, Canadá, Rússia, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Islândia) realizaram nesta quinta-feira uma sessão de trabalho. (Fonte: Portal iG)

planetas extrassolares


Novo modelo busca explicar formação de planetas extrassolares

13/05/11
Cientistas da Universidade Northwestern (Illinois, EUA) propuseram um modelo que explica a formação dos exoplanetas chamados “Jupíteres quentes” que giram em uma direção contrária à de sua estrela mãe.
Cerca de 25% desses planetas extrassolares mantêm uma órbita retrógrada em relação ao giro de sua estrela mãe, um fenômeno que contradiz a teoria padrão que explica a formação planetária, segundo a qual um planeta deve girar na mesma direção que sua estrela, como ocorre em nosso sistema solar.
Na última edição da revista “Nature”, a equipe liderada pela astrofísica Smadar Naoz detalha um modelo que aborda todas as propriedades dos “Jupíteres quentes” conhecidos, algo que até agora não se tinha conseguido.
Os modelos existentes até o momento descreviam como uma estrela binária distante pode produzir inclinações na órbita desses planetas, mas não detalhavam como se podem gerar órbitas retrógradas em relação ao momento angular total do sistema.
Este tipo de exoplaneta orbita a uma distância 100 vezes mais próxima a sua estrela mãe do que Júpiter, e em alguns casos sua trajetória não está alinhada ao eixo de rotação de sua estrela.
A análise dos cientistas constata que, em um sistema solar com vários planetas, o momento angular do mais próximo a sua estrela não tem de ser constante, e pode eventualmente ser retrógrado. (Fonte: G1)