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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Poluição do ar prejudica capacidade de aprendizagem


Poluição atmosférica deprime e reduz capacidade de aprender
A poluição provoca danos na capacidade de aprendizado, além de resultar em comportamentos depressivos. O estudo da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que camundongos expostos a 10 meses de poluição apresentaram alterações nos neurônios do hipocampo, área do cérebro ligada ao aprendizado e à depressão. O problema não para por aí: estas alterações podem contribuir para o aumento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
Estudos anteriores já haviam mostrado que a poluição afetava o cérebro de camundongos. Testes realizados por um período de 10 semanas apresentaram alterações no hipocampo dos animais, no entanto este é o primeiro a medir os efeitos no longo prazo – foram 10 meses de pesquisa – e a relacioná-los com a depressão.
Os pesquisadores do estudo acreditam que a exposição a partículas de poeira e gases estufa induz a baixo níveis, porém prolongados, de inflamações no cérebro. Tanto em humanos como em roedores, danos na capacidade cognitiva e depressão estão frequentemente relacionados com alterações no hipocampo.
Em estudo, ar poluído, semelhante ao das grandes cidades como São Paulo, deixou camundongos com dificuldade de aprendizado e com comportamento depressivo
“É uma coisa que precisamos pensar a respeito. Isto é muito sério. A poluição das cidades provoca não só problemas cardiorrespiratórios como também alterações no cérebro”, disse ao iG Laura Fonken, do departamento de neurociência da universidade de Ohio e autora do estudo publicado no periódico científico Molecular Psychiatry. As partículas de poluição que os camundongos respiraram é a mesma encontrada em grandes cidades da China e Índia. O nível de poluição, igual a 2.5μm simula o ar encontrado em metrópoles de países em desenvolvimento, como é o caso de São Paulo.
Para que se medissem os efeitos da poluição na vida dos camundongos, 21 machos foram divididos em dois grupos. Um permaneceu em ambientes com alta concentração de poluição, o grupo controle ficou em ambiente com ar puro. Os animais eram expostos à poluição seis horas por dia, cinco dias por semana ao longo de dez meses.
Deprimidos e confusos – Após os dez meses de estudo, foram aplicados dois testes clássicos para avaliar a capacidade de aprendizado e a memória, além de comportamento depressivo.
Os camundongos foram colocados em uma espécie de roleta tampada onde apenas um orifício que permitia que ele escapasse dali. Os dois grupos de camundongos foram treinados por quatro dias para conseguir sair do labirinto, mas houve uma grande diferença no resultado entre os animais expostos ao ar puro e os expostos a poluição.
Os camundongos expostos à poluição tiveram mais dificuldade de encontrar o buraco por onde poderiam escapar durante os treinamentos. “Isto sugere que houve danos na capacidade de aprendizado”, disse Laura. Eles também facilmente se enganaram e tentaram escapar pelos buracos falsos. “Durante a prova final, eles também passaram menos tempo perto do buraco correto, o que indica problemas de memória”, disse.
Para analisar o comportamento depressivo, os camundongos foram colocados em uma bacia de água. Em testes como estes, geralmente os animais nadam fortemente no início, procurando escapar. Só após um tempo, eles desistem e começam a boiar. O aumento do tempo em que o animal boia significa falta de esperança. “No estudo, não só os camundongos expostos a poluição ficaram mais tempo boiando como não foram tão vigorosos quando nadaram”, disse. (Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG)

Um novo mamífero foi descoberto por pesquisadores brasileiros


Novo mamífero é descoberto em parque nacional do Rio de Janeiro
Um novo mamífero foi descoberto por pesquisadores brasileiros no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, na região de Macaé (RJ). Chamado de ratinho-goytacá (Cerradomys goytaca), a nova espécie foi descrita por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O nome foi uma homenagem aos goytacazes, índios que habitavam a região litorânea do norte fluminense. Além disso, o ratinho-goytacá tem parentesco com espécies que vivem no cerrado.
Novos estudos serão realizados para entender sua origem evolutiva, ecologia, comportamento e como as transformações regionais causadas pelo homem poderão afetar as populações do animal. A espécie foi descrita em junho, em artigo publicado na revista internacional Journal of Mammalogy.
Características – O recém-descoberto mamífero brasileiro habita moitas da árvore clusia, muito comum na parte aberta da restinga.
Durante o dia ele permanece em seu ninho em meio a bromélias ou mesmo galhos da clusia.
À noite, procura por alimentos como coquinhos de guriri ou juruba, uma famosa palmeirinha que deu nome ao parque.
A descoberta foi feita pelos pesquisadores William Correa Tavares, Leila Maria Pessôa e Pablo Rodrigues Gonçalves. (Fonte: Globo Natureza)

Dilma defende construção de hidrelétricas


Dilma volta a defender construção de hidrelétricas
A presidente Dilma Rousseff defendeu, em visita à usina de Santo Antônio nesta terça-feira (5), a construção de hidrelétricas como fonte de energia limpa e não poluente. Sem citar a usina de Belo Monte, criticada por ambientalistas por desviar o curso do rio Xingu, no Pará, a presidente disse que o Brasil é um país diferente por ter condições de construir hidrelétricas sem poluir o meio ambiente.
“Não somos iguais aos outros grandes países do mundo, porque temos imensa capacidade de termos potenciais hidrelétricos como esse aqui de Santo Antônio e, além disso, de sermos capazes porque temos consciência para usarmos esse potencial claramente em prol do meio ambiente também. Por que em prol do meio ambiente? Porque quando você não tem usina hidrelétrica, quando não se tem no país essa fonte de energia que é hidrelétrica, o que se usa no lugar? Se usa energia nuclear e energia térmica, de óleo diesel ou de qualquer derivado de petróleo. Isso significa que você está poluindo de uma forma inimaginável a natureza ou colocando em risco a própria vida da população.”
O evento marcou o processo de desvio do rio Madeira, etapa de construção da usina que antecede o enchimento do reservatório, permitindo os testes da turbinas e geração de energia a partir desse ano.
A presidente chegou na usina de helicóptero, por volta das 10h. Após o evento, seguirá para a assinatura de decreto de transposição de servidores estaduais de Rondônia para o serviço público federal. (Fonte: Kátia Brasil/ Folha.com)