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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mamíferos começaram a se diversificar mais cedo do que se pensava


Mamíferos já evoluíam antes da extinção dos dinossauros
Um novo estudo sobre mamíferos indica que eles começaram a se diversificar muito antes do que se pensava. Isso teria sido há 80 milhões de anos, no período Cretáceo, e não como se pensava antes – acreditava-se que a maior diversificação dos mamíferos teria ocorrido logo após a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos.
A pesquisa, liderada por Robert Meredith, do Departamento de Biologia da Universidade da Califórnia, analisou dados moleculares de 164 espécies de mamíferos, trazendo nova luz sobre como e quando eles se diversificaram e começaram a ocupar diferentes nichos ecológicos ao redor do planeta.
“Embora estudos anteriores tenham elucidado as relações entre os mamíferos, este é o primeiro a examinar as relações e os tempos de divergência entre as famílias de mamíferos usando uma reunião de dados de um grande número de genes diferentes”, disse Meredith ao iG.
Segundo Mark Springer, coautor do estudo publicado na revista Science nesta quinta-feira (22), os resultados sugerem a ocorrência de dois eventos na história da Terra que atuaram de forma importante na diversificação dos mamíferos.
“O primeiro deles foi a radiação de plantas com flores durante a Revolução Terrestre do Cretáceo, que muito provavelmente impulsionou uma importante diversificação taxonômica dos mamíferos cerca de 80 milhões de anos atrás. E a segunda teria sido a abertura de um espaço para a aceleração da diversificação morfológica dos mamíferos após a extinção dos dinossauros”, afirmou Springer, do Departamento de Biologia da Universidade da Califórnia.
O boom dos mamíferos – Segundo o novo estudo, o grande momento de diversificação dos grupos de mamíferos não teria sido após a extinção dos dinossauros, e sim antes.
Os mamíferos têm a mesma idade que os dinossauros, mas a ideia que se tem é a de que teriam apresentado pouca diversidade durante muito tempo, de acordo com Eduardo Eizirik, da Faculdade de Biociências da PUC-RS, coautor do estudo publicado na Science. Foi durante seu trabalho de doutorado no Laboratório de Diversidade Genômica dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, em Maryland, que Eizirik se uniu a outros colegas, incluindo o grupo de Mark Springer, para investigar a evolução dos mamíferos, resultando em uma série de estudos sobre este tema.
Por mais de 100 milhões de anos, os mamíferos teriam mantido uma estrutura bastante primitiva, perdendo na corrida com os dinossauros e só conseguido se diversificar expressivamente após a extinção deles. Mas o estudo apresentado agora prova que a equação não é tão simples assim. Há uma diversificação dos mamíferos anterior à extinção dos dinossauros.
“Os principais grupos de mamíferos já estavam formados antes de os dinossauros desaparecerem, e a diversificação entre os grupos teria ocorrido em lugares diferentes do planeta. Eles eram muito parecidos, mas já estavam formando linhagens próprias antes mesmo da extinção dos dinossauros”, comenta Eizirik em entrevista ao iG.
“Quando os dinossauros se extinguiram houve também diferenciação dos mamíferos, mas não tão intensa como ocorreu 15 milhões de anos antes. Nossos artigos anteriores já demonstravam que o pico da diferenciação teria sido anterior à extinção dos dinossauros, mas não detalhavam quando isso teria ocorrido. Agora, temos essa resposta”, completa.
Segundo Springer, o estudo fornece uma estrutura para muitas outras linhas de investigação, incluindo um roteiro para projetos futuros de sequenciamento de genomas. (Fonte: Tatiana Tavares/ Portal iG)

Encontrada nova espécie de tubarão


Espécie rara de tubarão é encontrada no Rio Grande do Sul
Uma espécie rara de tubarão foi doada ao Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul na quarta-feira (21). O animal foi capturado por um barco de pesca a 400 metros de profundidade na costa gaúcha e foi cedido ao instituto já morto, apesar de bem conservado.
O animal é um tubarão-duende (Mitsukurina owstoni), conhecido por apresentar um grande “chifre” na cabeça, logo acima da boca. Essa saliência é feita de material cartilaginoso. O exemplar morreu jovem e tinha 2 metros e 30 centímetros de comprimento. “Aqui no Brasil, esse animal só havia sido encontrado antes em Santos”, afirma Lauro Barcellos, diretor do museu, em entrevista ao Globo Natureza.
Pelo fato de ser um animal muito flácido, ele será conservado em um líquido adequado (formol) e útil para manter os tecidos fixos no corpo. Quando estiver pronto, o tubarão será levado para exposição no museu.
Pouco se sabe sobre a espécie, já que poucos exemplares foram vistos por pesquisadores no mundo todo. No Brasil, as chances são ainda mais remotas de se encontrar o tubarão, já que é rara a pesca a uma profundidade tão grande na costa nacional.
“Seria precipitado dizer que esta espécie está em extinção. Esse peixe simplesmente vive em uma região de difícil acesso, a informação sobre ele é muito escassa”, afirma Barcellos.
O tubarão-duende vive em um ambiente gelado, com temperaturas abaixo de 5 graus Celsius, com pouca luminosidade. Alimenta-se de pequenos peixes e outros animais que vivem no fundo do mar. Para a caçada, essa espécie conta com três fileiras de 25 dentes cada dentro de uma boca que pode ir para frente e para trás. (Fonte: Globo Natureza) Por: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/09/23/74846-especie-rara-de-tubarao-e-encontrada-no-rio-grande-do-sul.html