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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Desastres ambientais são mais frequentes nas últimas décadas, diz estudo.

Número de desastres climáticos triplicou desde 1980, diz ONG britânica

O número de desastres naturais registrados por ano nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, de acordo com um estudo da organização humanitária britânica Oxfam.
Segundo a organização, a média de desastres anuais passou de 133 há três décadas para 350 nos últimos anos, tendo em vista dados coletados em 140 países.
A análise concluiu que enquanto a ocorrência de desastres relacionados a eventos geofísicos – como terremotos, furacões e erupções vulcânicas – permaneceu praticamente constante, as catástrofes provocadas por enchentes e tempestades cresceram significativamente.
O resultado se deve principalmente ao aumento dramático do número de enchentes em todas as regiões do planeta e, em menor grau, à ocorrência de mais tempestades na África e nas Américas do Sul e Central.
Steve Jennings, autor do estudo, acredita que uma das razões desse crescimento seja o impacto das mudanças climáticas.
“Desastres ligados ao clima estão se tornando cada vez mais comuns e a situação deve se agravar no futuro, à medida que as mudanças climáticas intensificam ainda mais as catástrofes naturais”, afirmou.
“Mas é preciso deixar claro que não há nada de natural no fato de as pessoas pobres estarem na linha de frente das mudanças climáticas. Pobreza, má administração, investimentos precários em prevenção de desastres – tudo isso as deixa mais vulneráveis.”
Ajuda humanitária – Para realizar a análise, a Oxfam considerou a definição de desastre como um evento em que 10 pessoas são mortas e 100 são afetadas ou ainda um evento que faz com que um governo declare estado de emergência ou solicite ajuda humanitária emergencial.
Segundo o estudo, nos últimos 30 anos, a população de países propensos a sofrerem desastres cresceu, o que significa que mais pessoas estão vulneráveis estes acontecimentos.
No entanto, a organização deixa claro que o aumento populacional interfere na tendência de crescimento dos desastres, mas não o explica completamente.
Da mesma maneira, o estudo leva em conta que a melhoria dos métodos de registro destas catástrofes climáticas também influenciam os resultados.
Um estudo da Oxfam feito em 2009 concluiu que em um ano típico, 250 milhões de pessoas eram afetadas por desastres naturais. A ONG estima que esse número deve subir para 375 milhões em 2015.
“O futuro será trágico para milhões de pessoas em países pobres, se não houver uma mudança drástica na maneira de se responder a esses desastres e se não houver progresso na redução da pobreza e na maneira de se lidar com as mudanças climáticas”, diz Jennings. (Fonte: G1)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Einstein - SOBRE A LIBERDADE

SOBRE A LIBERDADE

Por Albert Einstein

Sei que é inútil tentar discutir os juízos de valores fundamentais. Se
alguém aprova como meta, por exemplo, a eliminação da espécie
humana
da face da Terra, não se pode refutar esse ponto de vista em bases
racionais. Se houver porém concordância quanto a certas metas e
valores, é possível discutir racionalmente os meios pelos quais esses
objetivos podem ser atingidos. Indiquemos, portanto, duas metas com
que certamente estarão de acordo quase todos os que lêem estas linhas.

1. Os bens instrumentais que servem para preservar a vida e a saúde de
todos os seres humanos devem ser produzidos mediante o menor
esforço
possível de todos.

2. A satisfação de necessidades físicas é por certo a precondição
indispensável de uma existência satisfatória, mas em si mesma não é
suficiente. Para se realizar, os homens precisam ter também a
possibilidade de desenvolver suas capacidades intelectuais artísticas
sem limites restritivos, segundo suas características e aptidões
pessoais.

A primeira dessas duas metas exige a promoção de todo conhecimento
referente às leis da natureza e dos processos sociais, isto é, a
promoção de todo esforço científico. Pois o empreendimento
científico
é um todo natural, cujas partes se sustentam mutuamente de uma
maneira
que certamente ninguém pode prever.

Entretanto, o progresso da ciência pressupõe a possibilidade de
comunicação irrestrita de rodos os resultados e julgamentos -
liberdade de expressão e ensino em todos os campos do esforço intelectual. Por liberdade, entendo condições sociais, tais que, a
expressão de opiniões e afirmações sobre questões gerais e
particulares do conhecimento não envolvam perigos ou graves
desvantagens para seu autor. Essa liberdade de comunicação é
indispensável para o desenvolvimento e a ampliação do conhecimento
científico, aspecto de grande importância prática. Em primeiro lugar,
ela deve ser assegurada por lei. Mas as leis por si mesmas não podem
assegurar a liberdade de expressão; para que todo homem possa expor
suas idéias sem ser punido, deve haver um espírito de tolerância em
toda a população. Tal ideal de liberdade externa jamais poderá ser
plenamente atingido, mas deve ser incansavelmente perseguido para
que
o pensamento científico e o pensamento filosófico, e criativo em
geral, possam avançar tanto quanto possível.

Para que a segunda meta, isto é, a possibilidade de desenvolvimento
espiritual de todos os indivíduos, possa ser assegurada, é necessário
um segundo tipo de liberdade externa. O homem não deve ser obrigado
a
trabalhar para suprir as necessidades da vida numa intensidade tal que
não lhe restem tempo nem forças para as atividades pessoais. Sem este
segundo tipo de liberdade externa, a liberdade de expressão é inútil
para ele. Avanços na tecnologia tornariam possível esse tipo de
liberdade, se o problema de uma divisão justa do trabalho fosse
resolvido.

O desenvolvimento da ciência e das atividades criativas do espírito em
geral exige ainda outro tipo de liberdade, que pode ser caracterizado
como liberdade interna. Trata-se daquela liberdade de espírito que
consiste na independência do pensamento em face das restrições de
preconceitos autoritários e sociais, bem como, da "rotinização" e do
hábito irrefletidos em geral. Essa liberdade interna é um raro dom da
natureza e uma valiosa meta para o indivíduo. No entanto, a
comunidade
pode fazer muito para favorecer essa conquista, pelo menos, deixando
de interferir no desenvolvimento. As escolas, por exemplo, podem interferir no desenvolvimento da liberdade interna mediante
influências autoritárias e a imposição de cargas espirituais aos
jovens excessivas; por outro lado, as escolas podem favorecer essa
liberdade, incentivando o pensamento independente. Só quando a
liberdade externa e interna são constantes e conscienciosamente
perseguidas há possibilidade de desenvolvimento e aperfeiçoamento
espiritual e, portanto, de aprimorar a vida externa e interna do
homem.

Albert Einstein


Ciência e Religião

Parte I

Durante o século passado e em parte do que o precedeu, a
existência de um conflito insolúvel entre conhecimento e
crença foi amplamente sustentada. Prevalecia entre mentes
avançadas a opinião de que chegara a hora de substituir,
cada vez mais, a crença pelo conhecimento; toda crença que
não se fundasse ela própria em conhecimento era superstição
e, como tal, devia ser combatida. Segundo essa concepção, a
função exclusiva da educação seria abrir caminho para o
pensamento e o conhecimento, devendo a escola, como o órgão
por excelência para a educação do povo, servir
exclusivamente a esse fim.

É provável que raramente, ou mesmo nunca, possamos encontrar
o ponto de vista racionalista expresso com tanta crueza;
pois todo homem sensível veria de imediato o quanto essa
formulação é tendenciosa. Mas é conveniente formular uma
tese de maneira nua e crua quando se quer aclarar a própria
mente com relação a sua natureza.

É verdade que a experiência e o pensamento claro são a
melhor maneira de fundamentar as convicções. Quanto a isto,
podemos concordar irrestritamente com o racionalista extremado. O ponto fraco dessa concepção, contudo, e que as
convicções necessárias e determinantes para nossa conduta e
nossos juízos não podem ser encontradas unicamente nessa
sólida via cientifica.

Pois o método cientifico não nos pode ensinar outra coisa
além do modo como os fatos se relacionam e são condicionados
uns pelos outros. A aspiração a esse conhecimento objetivo
está entre as mais elevadas de que o homem e capaz, e
certamente ninguém pode suspeitar que eu deseje subestimar
as realizações e os heróicos esforços do homem nessa esfera.
É igualmente claro, no entanto, que o conhecimento do que é,
não abre diretamente a porta para o que deve ser. Podemos
ter o mais claro e completo conhecimento do que é, sem
contudo sermos capazes de deduzir disso qual deveria ser a
meta de nossas aspirações humanas. O conhecimento objetivo
nos fornece poderosos instrumentos para atingir certos fins,
mas a meta final em si é a mesma, e o desejo de atingi-la
devem emanar de outra fonte. E é praticamente desnecessário
defender a idéia de que nossa existência e nossa atividade
só adquirem 'sentido' mediante o estabelecimento de uma meta
como essa e dos valores correspondentes. O conhecimento da
verdade como tal é maravilhoso, mas é tão pouco capaz de
servir de guia que não consegue provar sequer a justificação
e o valor da aspiração a esse mesmo conhecimento da verdade.
Aqui defrontamos, portanto, com os limites da concepção
puramente racional de nossa existência.

Mas não se deve presumir que o pensamento inteligente não
possa desempenhar nenhum papel na formação da meta e de
juízos éticos. Quando alguém se dá conta de que certo meio
seria útil para a consecução de um fim, isto faz com que o
próprio meio se torne um fim. A inteligência elucida para
nós a inter-relação entre meios e fins. O mero pensamento
não pode, contudo, nos dar uma consciência dos fins últimos
e fundamentais. Elucidar esses fins e valores fundamentais é
engastá-los firmemente na vida emocional do indivíduo;
parece-me, precisamente, a mais importante função que a
religião tem a desempenhar na vida social do homem. E se alguém pergunta de onde provém a autoridade desses fins
fundamentais, já que eles não podem ser formulados e
justificados puramente pela razão, só há uma resposta: eles
existem numa sociedade saudável na forma de tradições
vigorosas, que agem sobre a conduta, as aspirações e os
juízos dos indivíduos; eles existem, isto é, vivem dentro
dela, sem que seja preciso encontrar justificação para sua
existência. Nascem, não através da demonstração, mas da
revelação, por meio de personalidades excepcionais. Não se
deve tentar justificá-los, mas antes, sentir, simples e
claramente, sua natureza. Os mais elevados princípios para
nossas aspirações e juízos nos são dados pela tradição
religiosa judáico-cristã. Trata-se de uma meta muito
elevada, que, com nossos parcos poderes, só podemos atingir
de maneira muito insatisfatória, mas que da um sólido
fundamento a nossas aspirações e avaliações. Se quiséssemos
tirar essa meta de sua forma religiosa e considerar apenas
seu aspecto puramente humano, talvez pudéssemos formulá-la
assim: desenvolvimento livre e responsável do indivíduo, de
modo que ele possa por suas capacidades, com liberdade e
alegria a serviço de toda a humanidade.

Não há lugar nisso para a divinização de uma nação, de uma
classe, nem muito menos de um indivíduo. Não somos todos
filhos de um só pai, como se diz na linguagem religiosa? Na
verdade, mesmo a divinização da humanidade, como totalidade
abstrata, não estaria no espírito desse ideal. E somente ao
indivíduo que é dada uma alma. E o 'sublime' destino do
indivíduo é antes servir que comandar, ou impor-se de
qualquer outra maneira.

Se considerarmos mais a substância que a forma, poderemos
ver também nestas palavras a expressão da postura
democrática fundamental. Ao verdadeiro democrata e tão
inviável idolatrar sua nação quanto ao homem religioso, no
sentido que damos ao termo.

Qual será então, em tudo isto, a função da educação e da
escola? Elas devem ajudar o jovem a crescer num espírito tal que esses princípios fundamentais sejam para ele como o ar
que respira. O mero ensino não pode fazer isso.

Se mantemos esses princípios elevados claramente diante de
nossos olhos, e os comparamos com a vida e o espírito de
nosso tempo, revela-se flagrantemente que a própria
humanidade civilizada encontra-se, neste momento, em grave
perigo. Nos Estados totalitários, são os próprios
governantes que se empenham hoje em destruir esse espírito
de humanidade. Em lugares menos ameaçados, são o
nacionalismo e a intolerância, bem com a opressão dos
indivíduos por meios econômicos, que ameaçam sufocar essas
tão preciosas tradições.

A clareza da enormidade do perigo está se difundindo, no
entanto, entre as pessoas que pensam, e há uma grande
procura de meios que permitam enfrentar o perigo - meios no
campo da política nacional e internacional, da legislação,
da organização em geral. Esses esforços são, sem dúvida,
extremamente necessários. Contudo, os antigos sabiam algo
que parecemos ter esquecido. "Todos os meios mostram-se um
instrumento grosseiro quando não tem atrás de si um espírito
vivo". Se o desejo de alcançar a meta estiver vigorosamente
vivo dentro de nós, porém, não nos faltarão forças para
encontrar os meios de alcançar a meta e traduzi-la em atos.


Parte II

Não seria difícil chegar a um acordo quanto ao que
entendemos por ciência. Ciência é o esforço secular de
reunir, através do pensamento sistemático, os fenômenos
perceptíveis deste mundo, numa associação tão completa
quanto possível. Falando claramente, é a tentativa de
reconstrução posterior da existência pelo processo da
conceituação. Mas, quando pergunto a mim mesmo o que é a
religião, a resposta não me ocorre tão facilmente. E, mesmo
depois de encontrar uma resposta que possa me satisfazer num
momento particular, continuo convencido de que nunca consigo, em nenhuma circunstância, criar um acordo, mesmo
que muito limitado, entre todos os que refletem seriamente
sobre essa questão.

De início, portanto, em vez de perguntar o que é religião,
eu preferiria indagar o que caracteriza as aspirações de uma
pessoa que me dá a impressão de ser religiosa: uma pessoa
religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto
quanto lhe foi possível, libertou-se dos grilhões, de seus
desejos egoístas e está preocupada com pensamentos,
sentimentos e aspirações a que se apega em razão de seu
valor suprapessoal. Parece-me que o que importa é a força
desse conteúdo suprapessoal, e a profundidade da convicção
na superioridade de seu significado, quer se faça ou não
alguma tentativa de unir esse conteúdo com um Ser divino,
pois, de outro modo, não poderíamos considerar Buda e
Spinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa
religiosa é devota no sentido de não ter nenhuma dúvida
quanto ao valor e eminência dos objetivos e metas
suprapessoais que não exigem nem admitem fundamentação
racional. Eles existem, tão necessária e corriqueiramente
quanto ela própria. Nesse sentido, a religião é o
antiquíssimo esforço da humanidade para atingir uma clara e
completa consciência desses valores e metas e reforçar e
ampliar incessantemente seu efeito. Quando concebemos a
religião e a ciência segundo estas definições, um conflito
entre elas parece impossível. Pois a ciência pode apenas
determinar o que é, não o que deve ser, está fora de seu
domínio, todos os tipos de juízos de valor continuam sendo
necessários. A religião, por outro lado, lida somente com
avaliações do pensamento e da ação humanos: não lhe é lícito
falar de fatos e das relações entre os fatos. Segundo esta
interpretação, os famosos conflitos ocorridos entre religião
e ciência no passado devem ser todos atribuídos a uma
apreensão equivocada da situação descrita.

Um conflito surge, por exemplo, quando uma comunidade
religiosa insiste na absoluta veracidade de todos os relatos
registrados na Bíblia. Isso significa uma intervenção da religião na esfera da ciência; é aí que se insere a luta da
Igreja contra as doutrinas de Galileu e Darwin. Por outro
lado, representantes da ciência tem constantemente tentado
chegar a juízos fundamentais com respeito a valores e fins
com base no método científico, pondo-se assim em oposição a
religião. Todos esses conflitos nasceram de erros fatais.

Ora, ainda que os âmbitos da religião e da ciência sejam em
si claramente separados um do outro, existem entre os dois
fortes relações recíprocas e dependências. Embora possa ser
ela o que determina a meta, a religião aprendeu com a
ciência, no sentido mais amplo, que meios poderão contribuir
para que se alcancem as metas que ela estabeleceu. A
ciência, porém, só pode ser criada por quem esteja
plenamente imbuído da aspiração e verdade, e ao
entendimento. A fonte desse sentimento, no entanto, brota na
esfera da religião. A esta se liga também a fé na
possibilidade de que as regulações válidas para o mundo da
existência sejam racionais, isto é, compreensíveis à razão.
Não posso conceber um autêntico cientista sem essa fé
profunda. A situação pode ser expressa por uma imagem: a
ciência sem religião e aleijada, a religião sem ciência e
cega.

Embora eu tenha afirmado acima que um conflito legítimo
entre religião e ciência não pode existir verdadeiramente,
devo fazer uma ressalva a esta afirmação, mais uma vez, num
ponto essencial, com referencia ao conteúdo efetivo das
religiões históricas. Esta ressalva tem a ver com o conceito
de Deus. Durante o período juvenil da evolução espiritual da
humanidade, a fantasia humana criou a sua própria imagem
'deuses' que, por seus atos de vontade, supostamente
determinariam ou, pelo menos, influenciariam o mundo
fenomênico. O homem procurava alterar a disposição desses
deuses a seu próprio favor, por meio da magia e da prece. A
idéia de Deus, nas religiões ensinadas atualmente, é uma
sublimação dessa antiga concepção dos deuses. Seu caráter
antropomórfico se revela, por exemplo, no fato de os homens
recorrerem ao Ser Divino em preces, a suplicarem a realização de seus desejos.

Certamente, ninguém negará que a idéia da existência de um
Deus pessoal, onipotente, justo e todo-misericordioso é
capaz de dar ao homem consolo, ajuda e orientação; e também,
em virtude de sua simplicidade, acessível as mentes menos
desenvolvidas. Por outro lado, porem, esta idéia traz em si
aspectos vulneráveis e decisivos, que se fizeram sentir
penosamente desde o início da história. Ou seja, se esse ser
é onipotente, então tudo o que acontece, aí incluídos cada
ação, cada pensamento, cada sentimento e aspiração do homem,
é também obra Sua; nesse caso, como é possível pensar em
responsabilizar o homem por seus atos e pensamentos perante
esse Ser 'todo-poderoso'? Ao distribuir punições e
recompensas, Ele estaria, até certo ponto, julgando a Si
mesmo. Como conciliar isso com a bondade e a justiça a Ele
atribuídas?

A principal fonte dos conflitos atuais entre as esferas da
religião e da ciência reside nesse conceito de um Deus
pessoal. A ciência tem por objetivo estabelecer regras
gerais que determinem a conexão recíproca de objetos e
eventos no tempo e no espaço. A validade absolutamente geral
dessas regras, ou leis da natureza, e algo que se pretende -
mas não se prova. Trata-se sobretudo de um projeto, e a
confiança na possibilidade de sua realização, por princípio,
funda-se apenas em sucessos parciais. Seria difícil, porém,
encontrar alguém que negasse esses sucessos parciais e os
atribuísse a ilusão humana. O fato de sermos capazes, com
base nessas leis, de predizer o comportamento temporal dos
fenômenos de certos domínios, com grande precisão e certeza,
está profundamente enraizado na consciência do homem
moderno, ainda que possamos ter apreendido muito pouco do
conteúdo dessas leis. Basta considerarmos que as trajetórias
planetárias do sistema solar podem ser antecipadamente
calculadas, com grande exatidão, com base num número
limitado de leis simples. De maneira similar, embora não com
a mesma precisão, é possível calcular antecipadamente o modo
de funcionamento de um motor elétrico, de um sistema de transmissão ou de um aparelho de rádio, mesmo quando estamos
lidando com uma invenção inédita.

É bem verdade que, quando o número de fatores em jogo num
complexo fenomenólogico é grande demais, o método científico
nos decepciona na maioria dos casos. Basta pensarmos nas
condições do tempo, cuja previsão, mesmo para alguns dias à
frente, é impossível. Ninguém duvida, contudo, de que
estamos diante de uma conexão causal cujos componentes
causais nos são essencialmente conhecidos. As ocorrências
nessa esfera estão fora do alcance da predição exata por
causa da multiplicidade de fatores em ação, e não por alguma
falta de ordem na natureza.

Penetramos muito menos profundamente nas regularidades que
prevalecem no âmbito das coisas vivas, mas o suficiente, de
todo modo, para pelo menos perceber a existência de uma
regra necessária. Basta pensarmos na ordem sistemática
presente na hereditariedade e no efeito que provocam os
venenos - como o álcool, por exemplo - no comportamento dos
seres orgânicos. O que ainda falta aqui é uma compreensão de
caráter profundamente geral das conexões, não um
conhecimento da ordem enquanto tal.

Quanto mais o homem esta imbuído da regularidade ordenada de
todos os eventos, mais firme se torna sua convicção de que
não sobra lugar, ao lado dessa regularidade ordenada, para
causas de natureza diferente. Para ele, nem o domínio da
vontade humana, nem o da vontade divina existirão como causa
independente dos eventos naturais. Não há dúvida de que a
doutrina de um Deus pessoal que interfere nos eventos
naturais jamais poderia ser refratada, no sentido
verdadeiro, pela ciência, pois essa doutrina pode sempre
procurar refúgio nos campos em que o conhecimento científico
ainda não foi capaz de se firmar. Estou convencido, porém,
de que tal comportamento por parte dos representantes da
religião seria não só indigno como desastroso. Pois uma
doutrina que não é capaz de se sustentar à "plena luz", mas
apenas na escuridão, está fadada a perder sua influência sobre a humanidade, com incalculável prejuízo para o
progresso humano. Em sua luta pelo bem ético, os professores
de religião precisam ter a envergadura para abrir mão da
doutrina de um Deus pessoal, isto é, renunciar a fonte de
medo e esperança que, no passado, concentrou um poder tão
amplo nas mãos dos sacerdotes. Em seu ofício, terão de se
valer daqueles forças que são capazes de cultivar o Bom, o
Verdadeiro e o Belo na própria humanidade. Trata-se, sem
dúvida, de uma tarefa mais difícil, mas incomparavelmente
mais valiosa. Quando tiverem realizado esse processo de
depuração, os professores da religião certamente hão de
reconhecer com alegria que a verdadeira religião ficou
enobrecida e mais profunda graças ao conhecimento
científico.

Se um dos objetivos da religião é libertar a humanidade,
tanto quanto possível, da servidão dos anseios, desejos e
temores egocêntricos, o raciocínio científico pode ajudar a
religião em mais um sentido. Embora seja verdade que a meta
da ciência é descobrir regras que permitam associar e prever
os fatos, essa não é sua única finalidade. Ela procura
também reduzir as conexões descobertas ao menor número
possível de elementos conceituais mutuamente independentes.
E nessa busca da unificação racional do múltiplo que a
ciência logra seus maiores êxitos, embora seja precisamente
essa tentativa que a faz correr os maiores riscos de se
tornar uma presa das ilusões. Mas todo aquele que
experimentou intensamente os avanços bem-sucedidos feitos
nesse domínio é movido por uma profunda reverência pela
racionalidade que se manifesta na existência. Através da
compreensão, ele conquista uma emancipação de amplas
conseqüências dos grilhões das esperanças e desejos
pessoais, atingindo assim uma atitude mental de humildade
perante a grandeza da razão que se encarna na existência e
que, em seus recônditos mais profundos, é inacessível ao
homem. Essa atitude, contudo, parece-me ser religiosa, no
mais elevado sentido da palavra. A meu ver, portanto, a
ciência não só purifica o impulso religioso do entulho de
seu antropomorfismo, como contribui para uma 'espiritualização' religiosa de nossa compreensão da vida.

Quanto mais avança a evolução espiritual da humanidade, mais
certo me parece que o caminho para a religiosidade genuína
não passa pelo medo da vida, nem pelo medo da morte, ou pela
fé cega, mas pelo esforço em busca do conhecimento racional.
Neste sentido, acredito que o sacerdote, se quiser fazer jus
a sua 'sublime' missão educacional, deve tornar-se um
professor.

_____________________________________________________

"Ciência e Religião" (1939-1941) - Págs. 25
a 34. Einstein, Albert, 1870-1955 Título
original: "Out of my later years."

Escritos da Maturidade: artigos sobre
ciência, educação, relações sociais,
racismo, ciências sociais e religião.
Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges -
Rio de Janeiro : Editora Nova Fronteira,
1994.
 

terça-feira, 24 de maio de 2011

VM VELOCIDADE MÉDIA


Vm = s/t                      s = espaço percorrido                 t = tempo gasto
Obs.: dependendo da questão deve-se calcular a variação de s = sf - si   e/ou   a variação de t = tf -ti  

SIMULADO DE FÍSICA
TURMA: 1º ANO MÉDIO REGULAR
Professor: Diego

1) Um ônibus passa pelo quilômetro 30 de uma rodovia às 6h, e às 9h e 30 min passa pelo quilômetro 240. Qual a velocidade média desenvolvida pelo ônibus nesse intervalo de tempo?

2) Um carro de passeio percorre 30 km em 20 min. Determine sua velocidade média nesse percurso.

3) No exercício anterior, qual teria sido a velocidade média do carro se, durante o percurso, tivesse parado 10 min para o abastecimento de combustível?

4) Um ônibus percorre a distância de 480 km, entre Santos e Curitiba, com velocidade média de 80 km/h. De Curitiba a Florianópolis, distantes

300 km, o ônibus desenvolve a velocidade média de 75 km/h. Qual a velocidade média do ônibus entre Santos e Florianópolis?

5) A velocidade média de um móvel durante a metade de um percurso é 30 km/h e esse mesmo móvel tem a velocidade média de 10 km/h na metade restante desse mesmo percurso. Determine a velocidade média do móvel no percurso total.

6) Uma carreta de 20 m de comprimento demora 10s para atravessar uma ponte de 180m de extensão. Determine a velocidade média da carreta no percurso.

7) Um móvel percorre uma distância de 1.200 m em 4 min. Qual sua velocidade média?

8) Uma partícula percorre 30 m com velocidade média de 36 km/h. Em quanto tempo faz este percurso?

9) Um atleta passa no instante t1 = 10s por uma posição cujo espaço é S1 = 50m e no instante t2 = 20s pela posição de espaço S2 = 120m. Determine a velocidade média do atleta no intervalo de t1 a t2.

10) Um carro viaja de São Paulo a Campinas, que dista 90 km, parando durante 30 min num posto à beira da estrada, para refeição e abastecimento. De São Paulo até o posto gasta 1h 30min, fazendo o percurso do posto a Campinas em mais 30min. Calcule a velocidade média do carro na viagem em questão.

11) Um ônibus sai de São Paulo às 8h e chega a Jaboticabal, que dista 350 km da capital, às 11h 30min. No trecho de Jundiaí a Campinas, de aproximadamente 45 km, a sua velocidade foi constante e igual a 90 km/h.
a) Qual a velocidade média, em km/h, no trajeto São Paulo-Jaboticabal?
b) Em quanto tempo o ônibus cumpre o trecho Jundiaí-Campinas?

12) Um carro com uma velocidade de 80 km/h passa pelo quilômetro 240 de uma rodovia às 7h e 30 min. A que horas este carro chegará à próxima cidade, sabendo-se que a mesma está situada no quilômetro 300 dessa rodovia?

13) Numa corrida de carros, suponha que o vencedor gastou 1h e 30 min para completar o circuito, desenvolvendo uma velocidade média de 240

km/h, enquanto um outro carro, o segundo colocado, desenvolveu a velocidade média de 236 km/h. Se a pista tem 30 km, quantas voltas o carro vencedor chegou à frente do segundo colocado?

14) Você num automóvel faz um determinado percurso em 2h, desenvolvendo uma velocidade média de 75 km/h. Se fizesse o mesmo percurso a uma velocidade média de 100 km/h, quanto tempo gastaria?

15) Quatro cidades A, B, C e D estão dispostas tal que as distâncias rodoviárias entre A e B, B e C e C e D são, respectivamente, AB = 60 km,

BC = 100 km e CD = 90 km. Se um automóvel vai de A até B a uma velocidade de 60 km/h, da cidade B até a C a uma velocidade média de 50 km/h e da C até a D a uma velocidade média de 45 km/h, determine a velocidade média desse automóvel em km/h, para o percurso de A até D.

16) Um percurso de 310 km deve ser feito por um ônibus em 5 h. O primeiro trecho de 100 km é percorrido com velocidade média de 50 km/h e o segundo trecho de 90 km, com velocidade média de 60 km/h. Que velocidade média deve ter o ônibus no trecho restante para que a viagem se efetue no tempo previsto?

17) A velocidade escalar média de um móvel até a metade de seu percurso é 90 km/h e na outra metade restante é 60 km/h. Determine a velocidade média no percurso total.

18) A velocidade escalar média de um automóvel é 80 km/h no primeiro trecho de seu percurso e 60 km/h no trecho restante. Os trechos são percorridos no mesmo intervalo de tempo. Qual é a velocidade média durante todo o percurso?

19) Um trem de comprimento 200 m gasta 20 s para atravessar um túnel de comprimento 400 m. Determine a velocidade média do trem.

20) Uma composição ferroviária (19 vagões e uma locomotiva) desloca-se a 20 m/s. Sendo o comprimento de cada elemento da composição 10 m,

qual é o tempo que o trem gasta para ultrapassar:
a) uma sinaleira?
b) uma ponte de 100 m de comprimento?

21) Um caminhão se desloca com velocidade constante de 144 km/h. Suponha que o motorista cochile durante 1,0 s. Qual a distância, em metros, percorrida pelo caminhão nesse intervalo de tempo se ele não colidir com algum obstáculo?

22) Um avião vai de São Paulo a Recife em 1 h 40 mm. A distância entre essas cidades é aproximadamente 3.000 km. (Dado: velocidade do som no ar = 340 m/s.)
a) Qual a velocidade média do avião?
b) O avião é supersônico?

23) Uma patrulha rodoviária mede o tempo que cada veículo leva para percorrer um trecho de 400 m da estrada. Um automóvel percorre a primeira

metade do trecho com velocidade de 140 km/h. Sendo de 80 km/h a velocidade limite permitida, qual deve ser a maior velocidade média do carro na segunda metade do trecho para evitar ser multado?

24) Diante de uma agência do INSS há uma fila de aproximadamente 100 m de comprimento, ao longo da qual se distribuem de maneira uniforme 200 pessoas. Aberta a porta, as pessoas entram, durante 30 s. com uma velocidade média de 1 m/s Avalie:
a) o número de pessoas que entraram na agência.
b) o comprimento da fila que restou do lado de fora.

25) Brasileiro sofre! Numa tarde de sexta-leira, a fila única de clientes de um banco tem comprimento médio de 50 m. Em média, a distância entre as pessoas na fila é de 1 m. Os clientes são atendidos por três caixas. Cada caixa leva cerca de 3,0 min para atender um cliente.

Pergunta-se:
a) Qual a velocidade (média) dos clientes ao longo da fila?
b) Quanto tempo um cliente gasta na fila?
c) Se um dos caixas se retirar por 30 min, quantos metros a fila aumenta?


RESPOSTAS:
1) Vm = 60 km/h
2) Vm = 90 km/h
3) Vm = 60 km/h
4) Vm = 78 km/h
5) Vm = 15 km/h
6) Vm = 20 m/s ou 72 km/h
7) Vm = 5 m/s
8) t = 3s
9) Vm = 7 m/s
10) Vm = 36 km/h
11) a) Vm = 100 km/h b) t = 0,5 h
12) t = 8h 15 min
13) 0,2 volta
14) t = 0,5 h
15) Vm = 50 km/h
16) Vm = 80 km/h
17) Vm = 72 km/h
18) Vm = 70 km/h
19) Vm = 30 m/s
20) a) t = 10s b) t = 15s
21) DS = 40 m
22) Vm = 1.800 km/h b) Sim. Como a velocidade média do avião é maior do que a do som, concluímos que em algum intervalo de tempo ele deve ter

sido supersônico.
23) Vm = 56 km/h                  
24) a) 60 pessoas b) S = 70 m
25) a) Vm = 1 m/min         b) t = 50 min            c) S = 10 m

segunda-feira, 23 de maio de 2011

MOLARIDADE: QUESTÕES DE PROVA


Prova de química

1) Uma solução de iodeto de sódio contém 14 g do sal e o seu volume é de 250 mL, qual a molaridade dessa solução?
Dados: Na = 23  I = 127



2) Qual é a molaridade de uma solução que contém 4,2 g de sacarose, C12H22O11, dissolvidos em 200 mL de água?  Dados: C = 12   H = 1   O = 16




3) Para preparar uma solução de KOH, empregada na determinação da acidez do leite, foram pesados 0,56 g da base. O volume final da solução de KOH foi de 100 mL. Qual a molaridade (mol/L) da solução preparada?
a) 0,56 mol/L
b) 0,1 mol/L
c) 0,01 mol/L
d) 0,0001 mol/L
e) 1 mol/L



4) Quantas gramas de NaCl foram adicionadas a 500 mL de água para produzir uma solução 0,2 M? Dados: Na = 23  Cl = 35,5





5) Qual o volume, em litros, de uma solução que contém 10 g de iodeto de potássio( KI ) e molaridade 3,5 M?



BOA PROVA!





sexta-feira, 20 de maio de 2011

Emissão de carbono negro pode matar células pulmonares


Emissão de carbono negro pode matar células pulmonares, diz estudo

20/05/11

Estudo feito nos Estados Unidos por pesquisadores da Universidade de Iowa aponta que a inalação de nanopartículas de carbono negro, resultante da queima de combustíveis fósseis e de biomassa, pode causar a morte de células do pulmão e agravar infecções no órgão vital para a respiração.
De acordo com Martha Monick, uma das principais autoras da pesquisa, os cientistas esperavam encontrar apenas um nível de inflamação quando as células fossem expostas às nanopartículas de carbono preto.
Entretanto, eles foram surpreendidos quando perceberam que a injeção das partículas matou macrófagos, células responsáveis pelo sistema imune, pela limpeza e que ataca infecções pulmonares, o que aumentou ainda mais a inflamação no órgão.
“Isso mostra que o ser humano, ao ser exposto a um ambiente poluído, pode ser atingido por uma inflamação no pulmão”, disse.
A pesquisadora afirmou ainda que as doses de carbono negro aplicadas no estudo, extraídas do fumo, foram muito mais concentradas à quantidade que uma pessoa pode ser exposta diariamente. “Não quer dizer que alguém vai sentir dor imediata ao caminhar por uma nuvem de fumaça proveniente de escapamentos automotivos”, afirmou Monick.
O carbono negro é encontrado na fuligem liberada na combustão de óleo diesel dos veículos e na fumaça de fornos sem tratamento adequado para gases. (Fonte: G1)

Correntes de água nas profundezas do oceano podem causar alterações no clima


Jatos no abismo oceânico podem afetar o clima, diz estudo alemão

20/05/11

Correntes de água nas profundezas do oceano podem causar flutuações de temperatura e anomalias nos ventos e no ciclo das chuvas no lado tropical do oceano Atlântico, de acordo com um estudo publicado na revista científica “Nature” nesta quinta-feira (19).
Os cientistas já sabiam que fenômenos parecidos ocorrem no Pacífico e no norte do Atlântico e geram o El Niño e o La Niña. Agora, os pesquisadores alemães do Instituto Leibniz de Ciências Marinhas buscavam entender se o mesmo ocorria no Atlântico.
A resposta: sim. As flutuações climáticas nessa região podem ser explicadas, segundo os cientistas, por jatos de água profundos, no abismo do fundo do oceano.
De acordo com o autor principal do estudo, o oceanógrafo Peter Brandt, os cientistas sempre procuraram entender o clima olhando para cima, para a atmosfera. Agora, os resultados da pesquisa, mostram que para desvendar esses segredos eles vão ter que olhar também para baixo. (Fonte: G1)

PM acompanha trasnsporte de urânio na Bahia


PM manda 160 homens acompanharem transporte de urânio na Bahia

20/05/11

A Polícia Militar da Bahia destacou 160 homens do 17º Batalhão e da Companhia de Ações Especiais do Sudoeste e Gerais para acompanhar o transporte da carga de urânio que, na segunda-feira (16), foi impedida por moradores de Caetité (624 km de Salvador) de entrar na cidade.
Nesta quinta-feira (19), uma comissão formada por ambientalistas, representantes da INB (Indústrias Nucleares do Brasil) e da Prefeitura de Caetité decidiu que a carga será levada para as instalações da empresa na cidade baiana.
Desde que as carretas com 90 toneladas de urânio foram impedidas de passar pela cidade, em um protesto organizado por ambientalistas, a carga está armazenada no município vizinho de Guanambi.
A decisão de tentar novamente levar a carga a Caetité foi tomada depois de uma reunião com o presidente da INB, Alfredo Trajan Filho, que foi até o local para acompanhar de perto as negociações.
A comissão decidiu ainda que a carga permanecerá lacrada nas instalações da INB, até que “sejam satisfeitos todos os requisitos de segurança dos trabalhadores da INB e do meio ambiente”. O sindicato dos mineradores da região questionava se a empresa tinha condições de realizar a reembalagem do material.
“Não vamos escoltar a carga. Vamos garantir a integridade do material e também das pessoas’, afirmou o capitão Marcelo Pitta, assessor de comunicação da PM baiana.
Ele também disse que a polícia ainda não foi avisada de quando será realizado o transporte do urânio.
A alegação dos ambientalistas era que as carretas transportavam lixo tóxico. A Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) enviou um representante para a cidade. Junto com os outros membros da comissão, ele inspecionou a carga e verificou que se tratava de concentrado de urânio (“yellow cake”), o mesmo extraído na mina de Caetité, que tem baixa radioatividade. (Fonte: Pedro Leal Fonseca/ Folha.com)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

UVA PODE FECHAR????????????

VEJA NO LINK, ABAIXO, A MATÉRIA DO SITE PATOSONLINE QUE MOSTRA A POLÊMICA:
http://www.patosonline.com/interna.php?modulo=publicacao&codigo=19221&pagina=1

E agora pessoal? O que vamos fazer?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Concurso da Prefeitura de Cajazeiras

CONCURSO

Prorrogado concurso da prefeitura de Cajazeiras, Paraíba. São 1.734 vagas, os interessados terão até o próximo dia 22 de maio para cadastrar-se no endereço eletrônico www.institutocidades.org.br e efetuar o pagamento da taxa.

Acompanhe o edital completo e suas alterações.

Cargos:

Nível superior: Assistente Social, Auditor Fiscal de Tributos, Bioquímico, Citologista, Contador, Dentista PSF, Enfermeiro PSF, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Civil, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico Pediatra, Médico PSF, Nutricionista, Procurador, Professor B I, Professor B II - Língua Portuguesa, Professor B II - Matemática, Professor B II - Geografia e Professor B II - Língua Inglesa. A taxa é de R$ 28,29.

Nível médio: Agente Administrativo, Agente Municipal de Transporte e Trânsito, Agente Ambiental, Agente Fiscal de Obras, Técnico em Edificação, Técnico em Enfermagem, Técnico em Enfermagem PSF, Técnico em Radiologia, Topógrafo, Design Gráfico e Monitor de Creche. A taxa é de R$ 27,06.

Nível fundamental: Auxiliar de Serviços Gerais, Coveiro, Gari, Mecânico, Merendeira, Motorista, Motorista de Caçamba, Motorista de Ônibus, Pedreiro, Tratorista e Vigilante. A taxa é de R$ 18,45.

CONCURSO BB 2011

 APROVEITA AÍ GALERA!!!

O BANCO DO BRASIL S.A. torna pública a realização de Seleção Externa regional para formação de cadastro de reserva para provimento de vagas, no nível inicial da Carreira Administrativa, no cargo de Escriturário, em dependências situadas nos Estados do Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina conforme Anexo I deste Edital, a qual reger-se-á de acordo com as Instruções Especiais estabelecidas neste Edital
Não haverá formação de cadastro de reserva para as cidades de Florianópolis (SC), Criciúma (SC), Itajaí (SC), Blumenau (SC), Joinville (SC),
Lages (SC), Chapecó (SC).

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
 
De 16/05/2011 a 18/05/2011 Solicitação de Isenção de Pagamento do Valor de Inscrição (exclusivamente via Internet)
23/05/2011 Abertura das Inscrições (exclusivamente via Internet)
13/06/2011 Encerramento das Inscrições via Internet
07/08/2011 Aplicação das Provas Objetivas
08/08/2011 Data prevista para divulgação dos Gabaritos e das Questões das Provas
13/09/2011 Data prevista para divulgação dos Resultados Preliminares
27/09/2011 Data prevista para divulgação dos Resultados Finais
 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Neandertais, os parentes mais próximos do homem moderno


Último refúgio dos neandertais teria sido na Rússia


Há décadas pesquisadores se perguntam por quanto tempo os Neandertais, os parentes mais próximos do homem moderno, coexistiram com ele antes de sumirem da face da Terra há cerca de 40.000 anos.
Um artigo publicado no periódico científico Science nesta quinta-feira (12) reacende o debate de quando realmente a extinção ocorreu e por que.
Um grupo liderado por Ludovic Slimak, do Centro Nacional para Pesquisa Científica em Toulouse, na França, descobriu um conjunto de ferramentas nas Montanhas Urais, no extremo norte da Rússia com cerca de 33.000 anos feitas no estilo usado por hominídeos mais primitivos que o Homo sapiens, como os Neandertais. “A descoberta foi muito surpreendente. O sítio arqueológico de Byzovaya revela traços claros da cultura Mousteriana [associadas aos Neandertais] 7.000 a 8.000 anos após ela ter desaparecido do resto do planeta. Além disso, o sítio está perto do Ártico bem mais ao norte do que qualquer outra cultura Mousteriana já encontrada, cruzando os limites geográficos conhecidos em mais de 1.000 quilômetros”, afirmou Slimak ao iG. E completou: “Essas descobertas desafiam o que acreditávamos sobre esta cultura e tem um impacto direto e profundo no nosso entendimento sobre a extinção de suas sociedades.”
O sítio arqueológico de Byzovaya não contém ossos, apenas ferramentas, o que coloca duas hipóteses na mesa: a primeira de que os Neandertais duraram mais do que o anteriormente imaginado e a segunda de que o Homo sapiens preservou as tecnologias mais antigas muito tempo depois que novas ferramentas já haviam surgido. “A descoberta é tão surpreendente que é melhor manter a mente aberta para qualquer uma delas”, afirmou Slimak.
Um ponto, no entanto, é certo. “Esta é mais uma descoberta interessante que mostra o mosaico de processos envolvidos na dispersão humana no Pleistoceno [entre 1,8 milhão e 11 mil anos atrás]. Por tempo demais tivemos um modelo simplista da substituição humana e de uma transição linear no Paleolítico Médio e Superior [entre 300 mil e 10 mil anos atrás].”, explicou ao iG Clive Finlaynson, biólogo e líder das escavações de Neandertais no território de Gibraltar, no extremo sul da Península Ibérica, e que não esteve envolvido com o estudo da Science.
A falta de ossos de hominídeos faz com que qualquer conclusão definitiva não seja aceita pelos especialistas, mas Finlaynson tem um ponto de vista bastante objetivo. “Estou confiante de que estes [objetos] mousterianos (na falta de fortes evidências em contrário) não foram feitos por humanos modernos. Isto deixa os neandertais, denisovanos, ou outros personagens desconhecidos como seus fazedores.”, afirmou ele.
Para complicar ainda mais o cenário no início desta semana o periódico científico PNAS publicou um outro estudo que afirma que os Neandertais foram extintos quase instantaneamente ao entrarem em contato com os humanos no Leste Europeu há 44 mil anos. Os pesquisadores não sabem explicar o motivo, mas uma das hipóteses é que humanos modernos eram intelectualmente e tecnologicamente superiores aos Neandertais.
Colonizar, porém, um local como o extremo norte da Rússia, como descrito no artigo da Science, não é uma tarefa simples. Ela exige uma organização social e habilidades técnicas que permitam sobreviver em um dos ambientes mais inóspitos do planeta. “A descoberta claramente desafia as teorias relacionadas aos neandertais, de que eles se extinguiram devido à inferioridade tecnológica ou inabilidade de lidar com questões ambientais ou climáticas”, afirmou Slimak.
E se alguém achar ainda que a história da evolução dos hominídeos não está tão complicada assim, em 2010 foi descoberto na caverna de Denisova, na Sibéria, um osso (a ponta de um dedo) e um dente quebrado de um homem diferente. Batizado de denisovano pelos pesquisadores, ele viveu há 40 mil anos e evoluiu de forma independente dos humanos modernos durante milhares de anos antes de sumir da face da Terra. Antes disso, no entanto, cruzou com o homem moderno e 5% do DNA dos habitantes da Papua Nova-Guiné é denisovano. “O cenário existente naquela época era muito complexo. O mundo do Pleistoceno não era feito apenas de neandertais e humanos”, afirmou Finlaynson.
Em 2010, também foi decifrado o genoma do Neandertal e constatou-se que ele e os humanos modernos tiveram descendentes. Consequentemente parte da população do planeta, neste caso europeus e asiáticos, carregam até 4% de DNA do primo humano mais próximos em seus corpos.
O quebra-cabeças está longe de ser resolvido. (Fonte: Portal iG)

Hillary Clinton defende desenvolvimento sustentável no Ártico


Hillary Clinton defende desenvolvimento sustentável no Ártico

13/05/11
A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, defendeu nesta quinta-feira (12) por um desenvolvimento econômico do Ártico “inteligente e sustentável, que preserve o meio ambiente e o ecossistema”, durante uma reunião na Groenlândia dos oito países que fazem fronteira ao norte com o oceano Ártico.
“Os problemas desta região não são apenas ambientais. Há outras coisas em jogo. O derretimento do gelo, por exemplo, evocará mais transporte marítimo, mais pesca, mais turismo, e a possibilidade de desenvolver reservas de petróleo e de gás novamente acessíveis”, destacou Hillary.
Os chefes da diplomacia dos oito países que fazem fronteira com oceano Ártico se reuniram nesta quinta-feira na Groenlândia para tentar acordar normas para a exploração petroleira, mineradora, pesqueira e turística de uma região na qual o aquecimento climático abre novas oportunidades econômicas, para além dos perigos ambientais.
Hillary, junto com o ministro russo Serguei Lavrov e os demais chanceleres do Conselho Ártico (Estados Unidos, Canadá, Rússia, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Islândia) realizaram nesta quinta-feira uma sessão de trabalho. (Fonte: Portal iG)

planetas extrassolares


Novo modelo busca explicar formação de planetas extrassolares

13/05/11
Cientistas da Universidade Northwestern (Illinois, EUA) propuseram um modelo que explica a formação dos exoplanetas chamados “Jupíteres quentes” que giram em uma direção contrária à de sua estrela mãe.
Cerca de 25% desses planetas extrassolares mantêm uma órbita retrógrada em relação ao giro de sua estrela mãe, um fenômeno que contradiz a teoria padrão que explica a formação planetária, segundo a qual um planeta deve girar na mesma direção que sua estrela, como ocorre em nosso sistema solar.
Na última edição da revista “Nature”, a equipe liderada pela astrofísica Smadar Naoz detalha um modelo que aborda todas as propriedades dos “Jupíteres quentes” conhecidos, algo que até agora não se tinha conseguido.
Os modelos existentes até o momento descreviam como uma estrela binária distante pode produzir inclinações na órbita desses planetas, mas não detalhavam como se podem gerar órbitas retrógradas em relação ao momento angular total do sistema.
Este tipo de exoplaneta orbita a uma distância 100 vezes mais próxima a sua estrela mãe do que Júpiter, e em alguns casos sua trajetória não está alinhada ao eixo de rotação de sua estrela.
A análise dos cientistas constata que, em um sistema solar com vários planetas, o momento angular do mais próximo a sua estrela não tem de ser constante, e pode eventualmente ser retrógrado. (Fonte: G1)

quinta-feira, 12 de maio de 2011

CONCURSO DOS CORREIOS - MATEMÁTICA - PROBLEMAS DO 1º GRAU


Problemas de 1º grau
 

1.      Pedro propõe 16 problemas a um de seus amigos, informando que lhe dará 5 pontos por problema resolvido e lhe tirará 3 pontos por problema não resolvido. No final, seu amigo tinha nota zero. Quantos problemas seu amigo resolveu?

2.      Um pai tem 30 anos a mais que seu filho. Se este tivesse nascido 2 anos mais cedo sua idade seria, atualmente, a terça parte da idade do pai. Calcule a idade atual do filho.

3.      Um pai tem 37 anos e seu filho 7. Daqui a quantos anos, a idade do pai será o triplo da idade do filho?

4.      Um menino tem 10 anos e seu pai 35 anos. Daqui a quantos anos a diferença das idades do pai e do filho será 3/8 das sua soma.

5.      Um feirante distribuiu laranjas entre três clientes, de modo que o primeiro recebe a metade das laranjas, mais meia laranja; o segundo a metade das laranjas restantes, mais meia laranja e o terceiro a metade deste último resto, mais meia laranja. Sabendo-se que não sobrou nem uma laranja, calcule o número total de laranjas e quantas foram dadas a cada cliente.

6.      Dois estudantes juntos realizam uma tarefa em 5 horas. Sabendo-se que ficaram isolados, o primeiro gasta a metade do tempo do segundo, calcule o tempo que o primeiro estudante gasta para realizar a tarefa isoladamente.

7.      Junior comprou uma calculadora por R$ 1.148,00 e a revendeu com lucro de 18% sobre o preço de venda. Qual o preço de venda.

8.      Junior adquiriu uma mercadoria, obteve 5% de desconto sobre o preço de venda. Sabendo-se que ele pagou R$ 19.000,00, calcule o preço de venda.

9.      Num quintal há galinhas e coelhos num total de 8 cabeças e 22 pés. Quantas galinhas e quantos coelhos existem no quintal?

10. Junior e Aline têm 100 livros. Se tirarem 25 livros de Junior e derem a Aline, ele ficará com o mesmo número de livros. Quanto livro tem cada um?

11. Um reservatório, cuja capacidade é de 20 litros, é alimentado por uma torneira que fornece 3 litros de água por hora. Calcule o tempo necessário para esvaziá-lo, retirando a água por uma torneira que sai 13 litros por hora.

 

 

RESPOSTAS:



1)       6 problemas
2)       12 anos
3)       8 anos
4)       10 anos e 10 meses
5)       1400   R$20.000,00
6)       número de laranjas 7 cada cliente recebeu 4, 2 e 1
7)       7 horas e 30 minutos
8)       5 galinhas e 3 coelhos
9)       25 e 75
10)   2 horas






























CONCURSO DOS CORREIOS - MATEMÁTICA - UNIDADES DE MEDIDAS



UNIDADES DE MEDIDAS



1.      Determine a soma de 0,018 km + 3421 dm + 0,054 hm, dando o resultado em metros.

2.      O perímetro de um triângulo é 0,097 m e dois de seus lados medem 0,21 dm e 42 mm. Determine a medida do terceiro lado, em centímetros.

3.      Uma mesa tem forma quadrada e seu perímetro é 480 cm. Calcule a área dessa mesa , em metros quadrados.

4.      Paulo comprou um sítio medindo 1,84 ha. Se cada metro quadrado custou 300 reais, quanto Paulo pagou pelo sítio?


5.      Resolva a expressão dando o resultado em metros cúbicos, 1425 dm3 + 0,036 dam3 +165000 cm3

6.      Transforme:
a)3,621 dam3 para m3
b)16,4 m3 para dm3
c)314 cm3 para m3
d)0,01816 dm3 para cm3


7.      O volume de um recipiente é 6500 cm3. Determine sua capacidade em litros.

8.      Ana e Aline pesam juntas 78 kg. Se o peso de Ana é 42200g, qual será o peso de Aline?


9.      José pagou por 2,5 toneladas de arroz a quantia de 3000 reais. Determine o preço pago por quilo de arroz.

10. Se 1kg de carne custa 3,25 reais, quanto pagarei por 3200 g?

11. Uma corrida de Formula 1 teve início às 2h 10min 42s. Se o vencedor faz um tempo de 3830s, a que horas terminou a corrida?


12. Calcule o número de minutos que equivalem a 1mês 4dias 5horas

13. No bairro Nova Viçosa, durante o mês de novembro, choveu três vezes com as seguintes durações: 25min 30s, 3h 42min 50s e 1h 34min 20s. Qual o tempo total de duração das chuvas neste bairro durante o mês de novembro?

14. Para resolver 8 problemas Junior gasta 2h 48min 16s. Supondo que ele gasta tempos iguais em todas os problemas, qual é esse tempo?




RESPOSTAS:
 

1)       365,5 m
2)     3,4 cm
3)       1,44 m2
4)       5 520 000 reais
5)       37,59 m3
7)       6,5litros
8)       35800g
9)       1,20
10) 10,40
11) 3h 14min 32s
12)   49260 min
13)   5h 42min 40s
14) 21min 2s



terça-feira, 10 de maio de 2011

CONCURSO DOS CORREIOS - MATEMÁTICA - PERÍMETRO

Perímetro

1.      Sabendo-se que o lado de um quadrado mede 8 cm, calcule o seu perímetro.

2. Um retângulo possui as seguintes dimensões, 5 cm de base e 3 cm de altura. Determine o seu perímetro.

3.      Determine o perímetro de um retângulo, sabendo que a base mede 24 cm e sua altura mede a metade da base.

4. A praça de uma cidade possui a forma de um quadrado. Calcule quantos metros de corda deverá ser gasto para cercar a praça para uma festa sabendo que possui 45 m de lado, deseja-se dar 4 voltas com a corda.

5. Para o plantio de laranja em todo o contorno de um terreno retangular de 42 m x 23 m. Se entre os pés de laranjas a distância é de 2,60 m, quantos pés de laranjas foram plantados?

6. O perímetro de um triângulo eqüilátero corresponde a 5/6 do perímetro de um quadrado que tem 9 cm de lado. Qual é a medida, em metros, do lado desse triângulo eqüilátero?

7. Numa sala quadrada, foram gastos 24,80 m de rodapé de madeira. Essa sala tem apenas uma porta de 1,20 m de largura. Considerando que não foi colocado rodapé na largura da porta, calcule a medida de cada lado dessa sala.

8. Com 32,40 m de tecido, um comerciante quer formar 20 retalhos de mesmo comprimento. Qual o comprimento de cada retalho em centímetros?

9. O terreno de uma escola é retangular, com 100 m de comprimento por 65 m de largura. Em todo o contorno desse terreno será plantada árvores distantes 1,50 m uma da outra. Quantas árvores serão necessárias?

10. Um campo de futebol possui as seguintes dimensões, 155 m de comprimento e 75 m de largura. Quanto metro de tela serão necessárias para cercar este campo.

 

 

RESPOSTAS




1)     32 cm
2)     16 cm
3)     72 cm
4)     720 m
5)     50
6)     10 m
7)     6,5 m
8)     162
9)     220
10) 46