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segunda-feira, 26 de março de 2012

O PLANETA AGRADECE!

Volume de embalagens de agrotóxicos destinadas à reciclagem cresce 7% no primeiro bimestre

Quase 5,7 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos foram recolhidas e destinadas à reciclagem ou queima, em janeiro e fevereiro deste ano. O volume já é 7% maior do que o registrado no mesmo período de 2011. O tratamento desse resíduo pode resultar em 17 produtos, desde uma nova embalagem para agrotóxicos até conduítes (tubos para passagem de fiação) ou sacos de lixo hospitalar.
Nos dois primeiros meses do ano, Mato Grosso (que passou de 1,2 mil embalagens coletadas para 1,3 mil) e São Paulo (575 para 874 embalagens) foram os estados que mais contribuíram em volume de coleta no bimestre. O Paraná ficou em terceiro lugar (de 531 para 636 embalagens).
No caso de São Paulo, o aumento foi de 52%. Em Santa Catarina, a quantidade de embalagens é ainda pequena. Este ano, a cadeia produtiva catarinense entregou ao sistema de tratamento 44 embalagens. Mas na comparação com o ano passado, o crescimento foi de 100%.
Para o engenheiro agrônomo João Cesar Rando, presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), responsável pela coleta e destinação desse tipo de resíduo, o crescimento tem duas justificativas.
De um lado, o procedimento – que ganhou recentemente os holofotes com a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – já vigora, no caso de embalagens de agrotóxicos, há pelo menos dez anos. Rando avalia que o prazo é suficiente para que a cadeia produtiva (agricultores, comerciantes e fabricantes) conheça a norma e as penalidades, como multas que podem chegar a R$ 1 milhão, em casos extremos de descumprimento da lei.
Por outro lado, o agrônomo aponta a variabilidade da produção agrícola de cada região. “O fato de ter aumentado 52% em São Paulo nestes dois primeiros meses não quer dizer que esse número vai persistir. Mas é muito provável que, em relação ao ano passado, o volume cresça porque os negócios na agricultura estão crescendo e isso indica que o uso do defensivo agrícola deve crescer também, e, com isso, o volume de embalagens que vamos retirar”, explicou. (Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2012/03/26/81532-volume-de-embalagens-de-agrotoxicos-destinadas-a-reciclagem-cresce-7-no-primeiro-bimestre.html

Lixo espacial: sai de baixo...:(

Lixo espacial deixa astronautas de estação em alerta

A tripulação da Estação Espacial Internacional teve de se refugiar em cápsulas de fuga de emergência temendo uma colisão com um pedaço de lixo espacial. O detrito, um pedaço descartado de um foguete russo, foi detectado na sexta-feira (24), quando já era tarde demais para mover a estação espacial.
A agência espacial americana, a Nasa, afirmou que o detrito não chegou a se aproximar tanto da estação a ponto de constituir uma ameaça, mas acrescentou que foi preciso tomar medidas de precaução.
Foi a terceira vez em 12 anos que a Estação Espacial Internacional enfrenta o risco de ser atingida por lixo espacial. Em junho, um detrito chegou a 335 metros da plataforma espacial.
Segundo a agência espacial russa, o pedaço de foguete deste sábado passou a uma distância de 23 quilômetros da estação.
”Exercício de abrigo” – A plataforma espacial atualmente conta com três astronautas russos, dois americanos e um japonês.
A equipe recebeu ordens de se refugiar em duas cápsulas Soyuz na eventualidade de a estação ser atingida, mas um porta-voz da Nasa informou que eles receberam o sinal verde para regressar à estação na madrugada do sábado.
O “exercício de abrigo”, segundo o porta-voz, foi realizado “com extremo zelo e de forma muito cuidadosa”. Ele acrescentou que tudo ocorreu “como manda o figurino e o pequeno detrito passou pela Estação Espacial Internacional sem que houvessem incidentes”.
A Nasa está atualmente rastreando cerca de 22 mil objetos que estão percorrendo a órbita terrestre, mas a agência espacial acredita que possam existir milhões de objetos rondando o espaço, como consequência de décadas de programas espaciais.
Os detritos variam de tamanho, podendo ser desde pequenos objetos com menos de um centímetro de comprimento ou até grandes pedaços de foguetes, satélites que não operam mais ou tanques de combustível descartados.
Todos estes detritos que constituem o lixo espacial viajam a velocidades de vários quilômetros por segundo e, numa eventual colisão, podem provocar sérios danos à plataforma espacial ou a satélites.
Um dos eventos que provocou a maior criação de detritos se deu em 2007, quando a China usou um míssil para destruir um de seus próprios satélites. A explosão criou mais de 3 mil detritos, que puderam ser rastreados, e outras 150 mil partículas. (Fonte: Portal Terra)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2012/03/26/81534-lixo-espacial-deixa-astronautas-de-estacao-em-alerta.html

Biologia: reprodução das pteridófitas (samambaias)

Samambaias lançam esporos com o uso de catapultas


Ao contrário da maioria das plantas, as samambaias se reproduzem sem o uso de sementes ou flores. Em vez disso, elas usam esporos, que são lançados ao ambiente por uma estrutura denominada ânulo, que fica na parte de baixo das folhas.
Um novo estudo, publicado no periódico Science, explica como funciona esse mecanismo semelhante a uma catapulta. “O mecanismo é conhecido há pelo menos um século”, afirmou Xavier Noblin, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Nice e do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.
“A novidade está no uso de uma câmera de alta velocidade para observá-lo.” Nas catapultas produzidas pelo homem, uma barra transversal trava a haste da catapulta na metade do caminho, o que garante que a munição seja lançada ao ar e não ao solo.
Usando a câmera de alta velocidade, Noblin e seus colegas puderam ver que o ânulo, que é semelhante a uma esponja, se abre e depois se fecha em dois tempos diferentes à medida que lança os esporos.
O primeiro movimento acontece da mesma forma que ocorreria com qualquer material elástico puxado para trás e depois solto. Ele ocorre em algumas dezenas de microssegundos.
O segundo movimento também é rápido, porém mais lento que o primeiro, ocorrendo em dezenas de milésimos de segundos (um milésimo de segundo é igual a mil microssegundos). Ele ocorre conforme a água corre através das paredes do ânulo.
Esse tempo menor garante que o movimento de catapulta seja interrompido bruscamente, da mesma forma que a barra transversal interrompe o movimento da catapulta artificial. Por esta razão, os esporos são ejetados para o exterior e para longe.
“Eu acredito que podemos sem dúvida extrair ensinamentos dessa descoberta”, afirmou Noblin. “Tenho certeza que ela será usada em tecnologia. Nossa primeira motivação foi apenas compreender os motivos.” (Fonte: Portal iG)