segunda-feira, 6 de junho de 2011

Casos de contaminação pela Escherichia coli entero-hemorrágica


E.coli sobrecarrega hospitais alemães e chega a 22 mortes


O número de mortos pela epidemia causada pela bactéria E.coli aumentou para 22, sendo 21 na Alemanha, segundo os últimos dados publicados no domingo pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), com sede em Estocolmo.
O último balanço registrava 19 pessoas falecidas, 18 na Alemanha e uma na Suécia. Os países membros da União Europeia (UE) registraram 1.605 casos de contaminação pela Escherichia coli entero-hemorrágica (ECEH) – uma grave diarreia – e 658 casos apresentam sintomas da Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) – que ataca os rins –, informou o ECDC.
A maior parte dos afetados estão na Alemanha, são 1.536 casos de ECEH e 627 de SHU. Em relação ao balanço de sábado, são 328 novos casos de ECEH e 107 de SHU. Nas últimas 24 horas, só foram registrados quatro novos casos de ECEH no Reino Unido e um na Dinamarca. Os outros foram todos na Alemanha.
Os hospitais do país estão tendo dificuldades para lidar com o enorme fluxo de vítimas, disse o ministro da saúde, Daniel Bahr, no domingo. Em Hamburgo, epicentro do surto que começou há três semanas, os médicos têm dispensado pacientes com doenças menos graves, para poder atender às pessoas atingidas por uma cepa rara e extremamente tóxica da bactéria.
“Estamos enfrentando uma situação tensa em relação aos cuidados com os pacientes”, disse Bahr ao jornal “Bild am Sonntag”. Ele acrescentou que hospitais fora de Hamburgo podem ser utilizados para compensar a “falta de leitos” na segunda maior cidade da Alemanha.
Um porta-voz do hospital Regio Clinics, o maior hospital particular do estado de Schlewig-Holstein, que fica imediatamente ao norte de Hamburgo, disse que a crise estava usando os recursos até o limite.
“Todos os hospitais na região estão indo além dos seus limites”, disse o porta-voz. “Podemos lidar com isso, mas alguns dos nossos pacientes precisam ser transferidos para outros hospitais, especialmente aqueles com SHU ou que precisam de diálise”.
Ele acrescentou: “cirurgias para doenças não fatais estão sendo remarcadas. No entanto, parece que a situação está melhorando, já que agora temos apenas 60 pacientes que precisam ficar isolados, comparados com os 109 na sexta-feira”.
Suspeitas – Autoridades alemãs estão correndo para rastrear a origem do patógeno. A principal suspeita é de que as pessoas tenham adoecido por comer alfaces, tomates, pepinos ou outros vegetais crus usados em saladas na Alemanha.
“Sou vegetariano, então isso me afeta muito”, disse o motorista de táxi Wolfgang Roenisch. “Parei de comer pepinos, tomates e salada”.
Mas Amin Najibi, dono de um pequeno restaurante, disse que ainda há alguns comedores de salada destemidos: “Ainda estamos servindo saladas, porém a procura diminuiu um pouco. Acho que as pessoas estão comendo normalmente”.
Os cientistas estão seguindo uma série de teorias sobre onde a cepa da bactéria E.coli pode ter surgido. Especialistas disseram ao jornal “Welt am Sonntag” que ela pode ter se espalhado a partir de uma unidade de biogás. Durante o processo de fermentação de biogás, frequentemente novas bactérias se desenvolvem.
“Elas se cruzam e se fundem”, disse Bern Schottdorf. “Até agora não foi pesquisado o que acontece depois disso”.
No sábado, um microbiologista disse que as autoridades haviam identificado um restaurante na cidade Lübeck como um possível lugar onde a bactéria foi passada aos seres humanos. Pelo menos 17 pessoas infectadas com a E.coli haviam comido lá.
Mais suspeitas – O ministro da agricultura do estado de Lower-Saxony, logo ao sul de Hamburgo, Gert Lindemann, disse neste domingo (5) que brotos de feijão cultivados localmente podem ser a “mais convincente’”causa do surto mortal da bactéria.
Ele afirmou ainda que uma empresa na região de Uelzen tinha sido fechada e os resultados dos testes eram previstos para segunda-feira. “Havia uma trilha muito clara (para esta empresa) como a fonte da infecção”, disse Lindemann em uma conferência transmitida pela N-TV. O ministro pediu que os consumidores do norte da Alemanha não comam nenhum tipo de broto.
Em comunicado, o ministério afirmou que os brotos de feijão da companhia foram entregues a restaurantes e empresas que prestam serviços de alimentação nos estados de Hamburgo, Schleswig-Holstein, Mecklenburgo-Pomerânia Ocidental, Hesse e Baixa Saxônia. (Fonte: G1)

MATEMÁTICA BÁSICA

EXERCÍCIO 1                     

01 Antônio, Bernardo, Cláudio e Daniel elaboraram juntos uma prova de 40 questões, tendo recebido por ela um total de R$ 2.200,00.  Os três primeiros fizeram o mesmo número de questões e Daniel fez o dobro do que fez cada um dos outros. Se o dinheiro deve ser repartido proporcionalmente ao trabalho de cada um, Daniel deverá receber uma quantia, em reais, igual a:

A) 800,00;
B) 820,00;
C) 850,00;
D) 880,00;
E) 890,00.

02 João gasta 1/3 do seu salário no aluguel do apartamento onde mora e 2/5 do que lhe sobra em alimentação, ficando com R$ 480,00 para as demais despesas. Portanto, o salário de João é igual a:

A) R$ 1.200,00;
B) R$ 1.500,00;
C) R$ 1.800,00;
D) R$ 2.100,00;
E) R$ 2.400,00.

03 As dízimas periódicas simples formadas por apenas um algarismo equivalem a frações ordinárias, conforme exemplificado a seguir:
0,111 ... = 1/9
0,222 ... = 2/9
0,333 ... = 3/9
0,444 ... = 4/9 etc.
Portanto, o valor de (0,666...).(0,666...) + (0,333...).(0,333...) é igual a:

A) 0,111...;
B)  0,222...;
C) 0,333...;
D) 0,444...;
E) 0,555... .

04 Em um treino de basquete, um jogador ganha 5 pontos por cada cesta que acerta e perde 3 pontos por cada cesta que erra. Em 10 tentativas, um jogador obteve 26 pontos. Logo, o número de cestas que ele acertou foi: 
A) 3;
B) 4;
C) 5;
D) 6;
E) 7.

05 Em uma escola, o aluno deve obter média 6,0 em cada disciplina para ser aprovado. Essa média é calculada dividindo-se o total de pontos que ele obteve nos quatro bimestres, por quatro. Portanto, o aluno que não totalizar 24 pontos nos 4 bimestres deverá fazer prova final. Nessa prova, ele deverá obter, no mínimo, a diferença entre 10,0 e a sua média anual, para ser aprovado.
As notas de Geografia de um certo aluno foram:
1º bimestre: 5,0
2º bimestre: 6,0
3º bimestre: 2,0
4º bimestre: 5,0
Logo, a nota mínima que esse aluno deverá obter na prova final de Geografia é:

A) 4,5;
B) 5,0;
C) 5,5;
D) 6,0;
E) 6,5.

06 Em uma padaria compra-se 1 bisnaga e 1 litro de leite por R$ 1,50 e 2 bisnagas e 3 litros de leite por R$ 3,90. Então, 2 bisnagas e 1 litro de leite custarão:

A) R$ 2,10;
B) R$ 2,20;
C) R$ 2,30;
D) R$ 2,40;
E) R$ 2,50.

07 Na venda de um certo produto, um vendedor consegue um lucro de 20% sobre o preço de custo. Portanto, a fração equivalente à razão entre o preço de custo e o preço de venda é:

A) 1/5;
B) 2/5;
C) 2/3;
D) 3/4;
E) 5/6.

08 Um cofre contém apenas anéis e brincos, de ouro ou de prata. Sabe-se que 80% dos anéis são de prata e 10% das jóias são brincos. A porcentagem de jóias desse cofre que são anéis de ouro é: 
A) 90%;
B) 63%;
C) 30%;
D) 18%;
E) 10%.

09 Após serem efetuados os débitos de R$ 48,30, R$ 27,00 e R$ 106,50 e os créditos de R$ 200,00 e R$ 350,00, o saldo da conta bancária de uma pessoa passou para R$1.040,90. Logo, antes dessas operações, o saldo dessa conta era de:

A) R$ 309,70;
B) R$ 672,70;
C) R$ 731,70;
D) R$ 1.409,70;
E) R$ 1.772,70.

10 Para arrumar 120 salas, 2 pessoas gastam 5 dias. Se precisamos que as salas sejam arrumadas em um único dia, será necessário contratar mais n pessoas que trabalhem no mesmo ritmo das duas iniciais. O valor de n é:

A) 6;         B) 8;       C) 11;         D) 13;           E) 14.
   
   
 EXERCÍCIO 2

01 O resultado da adição ( 2/3 ) + (-7/2) é igual a:

A) -17/3
B) 17/6
C) - 6/17
D) 6/17
E) n.d.a.


02 O resultado da multiplicação (- 4/5 ) x (-7/2) é igual a:

A) -2,8
B) 2,8
C) 28/5
D) -28/5
E) n.d.a.


03 O resultado da divisão (- 0,5) : (-3/6) é igual a:

A) 2/3
B) 15/6
C) -1
D) 1
E) n.d.a.


04 O resultado da potenciação [ (- 4/9)3 ] 5 é igual a:

A) (4/9)15
B) (- 4/9)8
C) (-12/9)5
D) (4/27)5
E) n.d.a.


05 O m. d. c. (máximo divisor comum) dos números naturais 60, 40 e 24 é igual a: 

A) 20
B) 10
C) 24
D) 40
E) n.d.a.


06 Você dispõe de duas cordas e vai cortá-las em pedaços de igual comprimento.Este comprimento, que você vai cortar, deve ser o maior possível. As cordas, que você dispõe, são de 90 metros e 78 metros. De que tamanho você deve cortar cada pedaço? Com quantos pedaços de cordas você vai ficar?

A) 12 metros; 27 pedaços
B) 12 metros; 26 pedaços
C) 6 metros; 28 pedaços
D) 12 metros; 25 pedaços
E) n.d.a.


07 O resultado da subtração 29,57 - 45,678 é igual a:

A) 1,6108
B) - 161,08
C) 16,108
D) - 16,108
E) n. d. a.


08 O valor da expressão {[ ( 0,9)2 - (3,8)2] : (-1/4)}, no universo dos números racionais, é igual a:

A) 54,50
B) -54,52
C) 54,52
D) 50,54
E) n.d.a.

09 O conjunto verdade da equação [(x-1)/2] + [(x+2) /3] = 8, no universo dos números racionais, é igual a:

A) V={ - 47/5}
B) V={ 48/5 }
C) V={ 47/5}
D) V={ - 48/5}
E) n.d.a.

10 O conjunto verdade da equação (x -1) = (6 - 2x), no universo dos números racionais, é igual a:

A) V={3/7 }
B) V={ 7/3 }
C) V={-3/7 }
D) V={-7/3 }
E) n.d.a.
   

EXERCÍCIO 3

01 Efetuando-se 20802 - 10192 obtém-se um número compreendido entre

A) 500 e 1000
B) 1000 e 3000
C) 3000 e 6000
D) 6000 e 10000
E) 10000 e 20000

02 Uma pessoa, ao efetuar a multiplicação de um número inteiro x por 296, achou o produto 39960. Ao conferir o resultado percebeu que havia se enganado, trocando em x as posições do algarismo das unidades com o das dezenas. Nessas condições, o produto correto deveria ser

A) 42828
B) 43136
C) 43248
D) 45126
E) 45288

03 No almoxarifado de certa empresa há uma pilha de folhas de papel, todas com 0,25mm de espessura. Se a altura da pilha é de 1,80m, o número de folhas empilhadas é

A) 72
B) 450
C) 720
D) 4500
E) 7200

04 Em uma empresa, o atendimento ao público é feito por 45 funcionários que se revezam, mantendo a relação de 3 homens para 2 mulheres. É correto afirmar que, nessa empresa, dão atendimento

A) 18 homens.
B) 16 mulheres.
C) 25 homens.
D) 18 mulheres.
E) 32 homens.

05 Os salários de dois técnicos judiciários, X e Y, estão entre si assim como 3 está para 4. Se o dobro do salário de X menos a metade do salário de Y corresponde a R$ 720,00, então os salários dos dois totalizam

A) R$ 1200,00
B) R$ 1260,00
C) R$ 1300,00
D) R$ 1360,00
E) R$ 1400,00

06 Três técnicos judiciários arquivaram um total de 382 processos, em quantidades inversamente proporcionais às suas respectivas idades: 28, 32 e 36 anos. Nessas condições, é correto afirmar que o número de processos arquivados pelo mais velho foi

A) 112
B) 126
C) 144
D) 152
E) 164


07 Quatro funcionários de uma empresa são capazes de atender, em média, 52 pessoas por hora. Diante disso, espera-se que seis funcionários, com a mesma capacidade operacional dos primeiros, sejam capazes de atender por hora uma média de

A) 72 pessoas.
B) 75 pessoas.
C) 78 pessoas.
D) 82 pessoas.
E) 85 pessoas.


08 Paco fundou uma empresa com R$ 20 000,00 de capital e, após 4 meses, admitiu Capo como sócio, que ingressou com o capital de R$ 32 000,00. Se após 1 ano de atividades a empresa gerou um lucro de R$ 19840,00, então Paco recebeu

A) R$ 520,00 a menos que Capo.
B) R$ 580,00 a mais que Capo.
C) R$ 580,00 a menos que Capo.
D) R$ 640,00 a mais que Capo.
E) R$ 640,00 a menos que Capo.


09 Se o valor de um certo artigo era R$ 780,00 e, após um ano, era R$ 624,00, a taxa anual de desvalorização foi de

A) 25%
B) 24%
C) 21%
D) 0%
E) 18%


10 Para emitir uma ordem de pagamento, um Banco cobra de seus clientes uma comissão de 1,8% sobre o seu valor. Se, ao enviar por esse Banco uma ordem de pagamento, um cliente desembolsou o total de R$ 5 090,00, o valor dessa ordem de pagamento era de

A) R$ 4500,00
B) R$ 4600,00
C) R$ 4750,00
D) R$ 4800,00
E) R$ 5000,00

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Desastres ambientais são mais frequentes nas últimas décadas, diz estudo.

Número de desastres climáticos triplicou desde 1980, diz ONG britânica

O número de desastres naturais registrados por ano nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, de acordo com um estudo da organização humanitária britânica Oxfam.
Segundo a organização, a média de desastres anuais passou de 133 há três décadas para 350 nos últimos anos, tendo em vista dados coletados em 140 países.
A análise concluiu que enquanto a ocorrência de desastres relacionados a eventos geofísicos – como terremotos, furacões e erupções vulcânicas – permaneceu praticamente constante, as catástrofes provocadas por enchentes e tempestades cresceram significativamente.
O resultado se deve principalmente ao aumento dramático do número de enchentes em todas as regiões do planeta e, em menor grau, à ocorrência de mais tempestades na África e nas Américas do Sul e Central.
Steve Jennings, autor do estudo, acredita que uma das razões desse crescimento seja o impacto das mudanças climáticas.
“Desastres ligados ao clima estão se tornando cada vez mais comuns e a situação deve se agravar no futuro, à medida que as mudanças climáticas intensificam ainda mais as catástrofes naturais”, afirmou.
“Mas é preciso deixar claro que não há nada de natural no fato de as pessoas pobres estarem na linha de frente das mudanças climáticas. Pobreza, má administração, investimentos precários em prevenção de desastres – tudo isso as deixa mais vulneráveis.”
Ajuda humanitária – Para realizar a análise, a Oxfam considerou a definição de desastre como um evento em que 10 pessoas são mortas e 100 são afetadas ou ainda um evento que faz com que um governo declare estado de emergência ou solicite ajuda humanitária emergencial.
Segundo o estudo, nos últimos 30 anos, a população de países propensos a sofrerem desastres cresceu, o que significa que mais pessoas estão vulneráveis estes acontecimentos.
No entanto, a organização deixa claro que o aumento populacional interfere na tendência de crescimento dos desastres, mas não o explica completamente.
Da mesma maneira, o estudo leva em conta que a melhoria dos métodos de registro destas catástrofes climáticas também influenciam os resultados.
Um estudo da Oxfam feito em 2009 concluiu que em um ano típico, 250 milhões de pessoas eram afetadas por desastres naturais. A ONG estima que esse número deve subir para 375 milhões em 2015.
“O futuro será trágico para milhões de pessoas em países pobres, se não houver uma mudança drástica na maneira de se responder a esses desastres e se não houver progresso na redução da pobreza e na maneira de se lidar com as mudanças climáticas”, diz Jennings. (Fonte: G1)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Einstein - SOBRE A LIBERDADE

SOBRE A LIBERDADE

Por Albert Einstein

Sei que é inútil tentar discutir os juízos de valores fundamentais. Se
alguém aprova como meta, por exemplo, a eliminação da espécie
humana
da face da Terra, não se pode refutar esse ponto de vista em bases
racionais. Se houver porém concordância quanto a certas metas e
valores, é possível discutir racionalmente os meios pelos quais esses
objetivos podem ser atingidos. Indiquemos, portanto, duas metas com
que certamente estarão de acordo quase todos os que lêem estas linhas.

1. Os bens instrumentais que servem para preservar a vida e a saúde de
todos os seres humanos devem ser produzidos mediante o menor
esforço
possível de todos.

2. A satisfação de necessidades físicas é por certo a precondição
indispensável de uma existência satisfatória, mas em si mesma não é
suficiente. Para se realizar, os homens precisam ter também a
possibilidade de desenvolver suas capacidades intelectuais artísticas
sem limites restritivos, segundo suas características e aptidões
pessoais.

A primeira dessas duas metas exige a promoção de todo conhecimento
referente às leis da natureza e dos processos sociais, isto é, a
promoção de todo esforço científico. Pois o empreendimento
científico
é um todo natural, cujas partes se sustentam mutuamente de uma
maneira
que certamente ninguém pode prever.

Entretanto, o progresso da ciência pressupõe a possibilidade de
comunicação irrestrita de rodos os resultados e julgamentos -
liberdade de expressão e ensino em todos os campos do esforço intelectual. Por liberdade, entendo condições sociais, tais que, a
expressão de opiniões e afirmações sobre questões gerais e
particulares do conhecimento não envolvam perigos ou graves
desvantagens para seu autor. Essa liberdade de comunicação é
indispensável para o desenvolvimento e a ampliação do conhecimento
científico, aspecto de grande importância prática. Em primeiro lugar,
ela deve ser assegurada por lei. Mas as leis por si mesmas não podem
assegurar a liberdade de expressão; para que todo homem possa expor
suas idéias sem ser punido, deve haver um espírito de tolerância em
toda a população. Tal ideal de liberdade externa jamais poderá ser
plenamente atingido, mas deve ser incansavelmente perseguido para
que
o pensamento científico e o pensamento filosófico, e criativo em
geral, possam avançar tanto quanto possível.

Para que a segunda meta, isto é, a possibilidade de desenvolvimento
espiritual de todos os indivíduos, possa ser assegurada, é necessário
um segundo tipo de liberdade externa. O homem não deve ser obrigado
a
trabalhar para suprir as necessidades da vida numa intensidade tal que
não lhe restem tempo nem forças para as atividades pessoais. Sem este
segundo tipo de liberdade externa, a liberdade de expressão é inútil
para ele. Avanços na tecnologia tornariam possível esse tipo de
liberdade, se o problema de uma divisão justa do trabalho fosse
resolvido.

O desenvolvimento da ciência e das atividades criativas do espírito em
geral exige ainda outro tipo de liberdade, que pode ser caracterizado
como liberdade interna. Trata-se daquela liberdade de espírito que
consiste na independência do pensamento em face das restrições de
preconceitos autoritários e sociais, bem como, da "rotinização" e do
hábito irrefletidos em geral. Essa liberdade interna é um raro dom da
natureza e uma valiosa meta para o indivíduo. No entanto, a
comunidade
pode fazer muito para favorecer essa conquista, pelo menos, deixando
de interferir no desenvolvimento. As escolas, por exemplo, podem interferir no desenvolvimento da liberdade interna mediante
influências autoritárias e a imposição de cargas espirituais aos
jovens excessivas; por outro lado, as escolas podem favorecer essa
liberdade, incentivando o pensamento independente. Só quando a
liberdade externa e interna são constantes e conscienciosamente
perseguidas há possibilidade de desenvolvimento e aperfeiçoamento
espiritual e, portanto, de aprimorar a vida externa e interna do
homem.

Albert Einstein


Ciência e Religião

Parte I

Durante o século passado e em parte do que o precedeu, a
existência de um conflito insolúvel entre conhecimento e
crença foi amplamente sustentada. Prevalecia entre mentes
avançadas a opinião de que chegara a hora de substituir,
cada vez mais, a crença pelo conhecimento; toda crença que
não se fundasse ela própria em conhecimento era superstição
e, como tal, devia ser combatida. Segundo essa concepção, a
função exclusiva da educação seria abrir caminho para o
pensamento e o conhecimento, devendo a escola, como o órgão
por excelência para a educação do povo, servir
exclusivamente a esse fim.

É provável que raramente, ou mesmo nunca, possamos encontrar
o ponto de vista racionalista expresso com tanta crueza;
pois todo homem sensível veria de imediato o quanto essa
formulação é tendenciosa. Mas é conveniente formular uma
tese de maneira nua e crua quando se quer aclarar a própria
mente com relação a sua natureza.

É verdade que a experiência e o pensamento claro são a
melhor maneira de fundamentar as convicções. Quanto a isto,
podemos concordar irrestritamente com o racionalista extremado. O ponto fraco dessa concepção, contudo, e que as
convicções necessárias e determinantes para nossa conduta e
nossos juízos não podem ser encontradas unicamente nessa
sólida via cientifica.

Pois o método cientifico não nos pode ensinar outra coisa
além do modo como os fatos se relacionam e são condicionados
uns pelos outros. A aspiração a esse conhecimento objetivo
está entre as mais elevadas de que o homem e capaz, e
certamente ninguém pode suspeitar que eu deseje subestimar
as realizações e os heróicos esforços do homem nessa esfera.
É igualmente claro, no entanto, que o conhecimento do que é,
não abre diretamente a porta para o que deve ser. Podemos
ter o mais claro e completo conhecimento do que é, sem
contudo sermos capazes de deduzir disso qual deveria ser a
meta de nossas aspirações humanas. O conhecimento objetivo
nos fornece poderosos instrumentos para atingir certos fins,
mas a meta final em si é a mesma, e o desejo de atingi-la
devem emanar de outra fonte. E é praticamente desnecessário
defender a idéia de que nossa existência e nossa atividade
só adquirem 'sentido' mediante o estabelecimento de uma meta
como essa e dos valores correspondentes. O conhecimento da
verdade como tal é maravilhoso, mas é tão pouco capaz de
servir de guia que não consegue provar sequer a justificação
e o valor da aspiração a esse mesmo conhecimento da verdade.
Aqui defrontamos, portanto, com os limites da concepção
puramente racional de nossa existência.

Mas não se deve presumir que o pensamento inteligente não
possa desempenhar nenhum papel na formação da meta e de
juízos éticos. Quando alguém se dá conta de que certo meio
seria útil para a consecução de um fim, isto faz com que o
próprio meio se torne um fim. A inteligência elucida para
nós a inter-relação entre meios e fins. O mero pensamento
não pode, contudo, nos dar uma consciência dos fins últimos
e fundamentais. Elucidar esses fins e valores fundamentais é
engastá-los firmemente na vida emocional do indivíduo;
parece-me, precisamente, a mais importante função que a
religião tem a desempenhar na vida social do homem. E se alguém pergunta de onde provém a autoridade desses fins
fundamentais, já que eles não podem ser formulados e
justificados puramente pela razão, só há uma resposta: eles
existem numa sociedade saudável na forma de tradições
vigorosas, que agem sobre a conduta, as aspirações e os
juízos dos indivíduos; eles existem, isto é, vivem dentro
dela, sem que seja preciso encontrar justificação para sua
existência. Nascem, não através da demonstração, mas da
revelação, por meio de personalidades excepcionais. Não se
deve tentar justificá-los, mas antes, sentir, simples e
claramente, sua natureza. Os mais elevados princípios para
nossas aspirações e juízos nos são dados pela tradição
religiosa judáico-cristã. Trata-se de uma meta muito
elevada, que, com nossos parcos poderes, só podemos atingir
de maneira muito insatisfatória, mas que da um sólido
fundamento a nossas aspirações e avaliações. Se quiséssemos
tirar essa meta de sua forma religiosa e considerar apenas
seu aspecto puramente humano, talvez pudéssemos formulá-la
assim: desenvolvimento livre e responsável do indivíduo, de
modo que ele possa por suas capacidades, com liberdade e
alegria a serviço de toda a humanidade.

Não há lugar nisso para a divinização de uma nação, de uma
classe, nem muito menos de um indivíduo. Não somos todos
filhos de um só pai, como se diz na linguagem religiosa? Na
verdade, mesmo a divinização da humanidade, como totalidade
abstrata, não estaria no espírito desse ideal. E somente ao
indivíduo que é dada uma alma. E o 'sublime' destino do
indivíduo é antes servir que comandar, ou impor-se de
qualquer outra maneira.

Se considerarmos mais a substância que a forma, poderemos
ver também nestas palavras a expressão da postura
democrática fundamental. Ao verdadeiro democrata e tão
inviável idolatrar sua nação quanto ao homem religioso, no
sentido que damos ao termo.

Qual será então, em tudo isto, a função da educação e da
escola? Elas devem ajudar o jovem a crescer num espírito tal que esses princípios fundamentais sejam para ele como o ar
que respira. O mero ensino não pode fazer isso.

Se mantemos esses princípios elevados claramente diante de
nossos olhos, e os comparamos com a vida e o espírito de
nosso tempo, revela-se flagrantemente que a própria
humanidade civilizada encontra-se, neste momento, em grave
perigo. Nos Estados totalitários, são os próprios
governantes que se empenham hoje em destruir esse espírito
de humanidade. Em lugares menos ameaçados, são o
nacionalismo e a intolerância, bem com a opressão dos
indivíduos por meios econômicos, que ameaçam sufocar essas
tão preciosas tradições.

A clareza da enormidade do perigo está se difundindo, no
entanto, entre as pessoas que pensam, e há uma grande
procura de meios que permitam enfrentar o perigo - meios no
campo da política nacional e internacional, da legislação,
da organização em geral. Esses esforços são, sem dúvida,
extremamente necessários. Contudo, os antigos sabiam algo
que parecemos ter esquecido. "Todos os meios mostram-se um
instrumento grosseiro quando não tem atrás de si um espírito
vivo". Se o desejo de alcançar a meta estiver vigorosamente
vivo dentro de nós, porém, não nos faltarão forças para
encontrar os meios de alcançar a meta e traduzi-la em atos.


Parte II

Não seria difícil chegar a um acordo quanto ao que
entendemos por ciência. Ciência é o esforço secular de
reunir, através do pensamento sistemático, os fenômenos
perceptíveis deste mundo, numa associação tão completa
quanto possível. Falando claramente, é a tentativa de
reconstrução posterior da existência pelo processo da
conceituação. Mas, quando pergunto a mim mesmo o que é a
religião, a resposta não me ocorre tão facilmente. E, mesmo
depois de encontrar uma resposta que possa me satisfazer num
momento particular, continuo convencido de que nunca consigo, em nenhuma circunstância, criar um acordo, mesmo
que muito limitado, entre todos os que refletem seriamente
sobre essa questão.

De início, portanto, em vez de perguntar o que é religião,
eu preferiria indagar o que caracteriza as aspirações de uma
pessoa que me dá a impressão de ser religiosa: uma pessoa
religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto
quanto lhe foi possível, libertou-se dos grilhões, de seus
desejos egoístas e está preocupada com pensamentos,
sentimentos e aspirações a que se apega em razão de seu
valor suprapessoal. Parece-me que o que importa é a força
desse conteúdo suprapessoal, e a profundidade da convicção
na superioridade de seu significado, quer se faça ou não
alguma tentativa de unir esse conteúdo com um Ser divino,
pois, de outro modo, não poderíamos considerar Buda e
Spinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa
religiosa é devota no sentido de não ter nenhuma dúvida
quanto ao valor e eminência dos objetivos e metas
suprapessoais que não exigem nem admitem fundamentação
racional. Eles existem, tão necessária e corriqueiramente
quanto ela própria. Nesse sentido, a religião é o
antiquíssimo esforço da humanidade para atingir uma clara e
completa consciência desses valores e metas e reforçar e
ampliar incessantemente seu efeito. Quando concebemos a
religião e a ciência segundo estas definições, um conflito
entre elas parece impossível. Pois a ciência pode apenas
determinar o que é, não o que deve ser, está fora de seu
domínio, todos os tipos de juízos de valor continuam sendo
necessários. A religião, por outro lado, lida somente com
avaliações do pensamento e da ação humanos: não lhe é lícito
falar de fatos e das relações entre os fatos. Segundo esta
interpretação, os famosos conflitos ocorridos entre religião
e ciência no passado devem ser todos atribuídos a uma
apreensão equivocada da situação descrita.

Um conflito surge, por exemplo, quando uma comunidade
religiosa insiste na absoluta veracidade de todos os relatos
registrados na Bíblia. Isso significa uma intervenção da religião na esfera da ciência; é aí que se insere a luta da
Igreja contra as doutrinas de Galileu e Darwin. Por outro
lado, representantes da ciência tem constantemente tentado
chegar a juízos fundamentais com respeito a valores e fins
com base no método científico, pondo-se assim em oposição a
religião. Todos esses conflitos nasceram de erros fatais.

Ora, ainda que os âmbitos da religião e da ciência sejam em
si claramente separados um do outro, existem entre os dois
fortes relações recíprocas e dependências. Embora possa ser
ela o que determina a meta, a religião aprendeu com a
ciência, no sentido mais amplo, que meios poderão contribuir
para que se alcancem as metas que ela estabeleceu. A
ciência, porém, só pode ser criada por quem esteja
plenamente imbuído da aspiração e verdade, e ao
entendimento. A fonte desse sentimento, no entanto, brota na
esfera da religião. A esta se liga também a fé na
possibilidade de que as regulações válidas para o mundo da
existência sejam racionais, isto é, compreensíveis à razão.
Não posso conceber um autêntico cientista sem essa fé
profunda. A situação pode ser expressa por uma imagem: a
ciência sem religião e aleijada, a religião sem ciência e
cega.

Embora eu tenha afirmado acima que um conflito legítimo
entre religião e ciência não pode existir verdadeiramente,
devo fazer uma ressalva a esta afirmação, mais uma vez, num
ponto essencial, com referencia ao conteúdo efetivo das
religiões históricas. Esta ressalva tem a ver com o conceito
de Deus. Durante o período juvenil da evolução espiritual da
humanidade, a fantasia humana criou a sua própria imagem
'deuses' que, por seus atos de vontade, supostamente
determinariam ou, pelo menos, influenciariam o mundo
fenomênico. O homem procurava alterar a disposição desses
deuses a seu próprio favor, por meio da magia e da prece. A
idéia de Deus, nas religiões ensinadas atualmente, é uma
sublimação dessa antiga concepção dos deuses. Seu caráter
antropomórfico se revela, por exemplo, no fato de os homens
recorrerem ao Ser Divino em preces, a suplicarem a realização de seus desejos.

Certamente, ninguém negará que a idéia da existência de um
Deus pessoal, onipotente, justo e todo-misericordioso é
capaz de dar ao homem consolo, ajuda e orientação; e também,
em virtude de sua simplicidade, acessível as mentes menos
desenvolvidas. Por outro lado, porem, esta idéia traz em si
aspectos vulneráveis e decisivos, que se fizeram sentir
penosamente desde o início da história. Ou seja, se esse ser
é onipotente, então tudo o que acontece, aí incluídos cada
ação, cada pensamento, cada sentimento e aspiração do homem,
é também obra Sua; nesse caso, como é possível pensar em
responsabilizar o homem por seus atos e pensamentos perante
esse Ser 'todo-poderoso'? Ao distribuir punições e
recompensas, Ele estaria, até certo ponto, julgando a Si
mesmo. Como conciliar isso com a bondade e a justiça a Ele
atribuídas?

A principal fonte dos conflitos atuais entre as esferas da
religião e da ciência reside nesse conceito de um Deus
pessoal. A ciência tem por objetivo estabelecer regras
gerais que determinem a conexão recíproca de objetos e
eventos no tempo e no espaço. A validade absolutamente geral
dessas regras, ou leis da natureza, e algo que se pretende -
mas não se prova. Trata-se sobretudo de um projeto, e a
confiança na possibilidade de sua realização, por princípio,
funda-se apenas em sucessos parciais. Seria difícil, porém,
encontrar alguém que negasse esses sucessos parciais e os
atribuísse a ilusão humana. O fato de sermos capazes, com
base nessas leis, de predizer o comportamento temporal dos
fenômenos de certos domínios, com grande precisão e certeza,
está profundamente enraizado na consciência do homem
moderno, ainda que possamos ter apreendido muito pouco do
conteúdo dessas leis. Basta considerarmos que as trajetórias
planetárias do sistema solar podem ser antecipadamente
calculadas, com grande exatidão, com base num número
limitado de leis simples. De maneira similar, embora não com
a mesma precisão, é possível calcular antecipadamente o modo
de funcionamento de um motor elétrico, de um sistema de transmissão ou de um aparelho de rádio, mesmo quando estamos
lidando com uma invenção inédita.

É bem verdade que, quando o número de fatores em jogo num
complexo fenomenólogico é grande demais, o método científico
nos decepciona na maioria dos casos. Basta pensarmos nas
condições do tempo, cuja previsão, mesmo para alguns dias à
frente, é impossível. Ninguém duvida, contudo, de que
estamos diante de uma conexão causal cujos componentes
causais nos são essencialmente conhecidos. As ocorrências
nessa esfera estão fora do alcance da predição exata por
causa da multiplicidade de fatores em ação, e não por alguma
falta de ordem na natureza.

Penetramos muito menos profundamente nas regularidades que
prevalecem no âmbito das coisas vivas, mas o suficiente, de
todo modo, para pelo menos perceber a existência de uma
regra necessária. Basta pensarmos na ordem sistemática
presente na hereditariedade e no efeito que provocam os
venenos - como o álcool, por exemplo - no comportamento dos
seres orgânicos. O que ainda falta aqui é uma compreensão de
caráter profundamente geral das conexões, não um
conhecimento da ordem enquanto tal.

Quanto mais o homem esta imbuído da regularidade ordenada de
todos os eventos, mais firme se torna sua convicção de que
não sobra lugar, ao lado dessa regularidade ordenada, para
causas de natureza diferente. Para ele, nem o domínio da
vontade humana, nem o da vontade divina existirão como causa
independente dos eventos naturais. Não há dúvida de que a
doutrina de um Deus pessoal que interfere nos eventos
naturais jamais poderia ser refratada, no sentido
verdadeiro, pela ciência, pois essa doutrina pode sempre
procurar refúgio nos campos em que o conhecimento científico
ainda não foi capaz de se firmar. Estou convencido, porém,
de que tal comportamento por parte dos representantes da
religião seria não só indigno como desastroso. Pois uma
doutrina que não é capaz de se sustentar à "plena luz", mas
apenas na escuridão, está fadada a perder sua influência sobre a humanidade, com incalculável prejuízo para o
progresso humano. Em sua luta pelo bem ético, os professores
de religião precisam ter a envergadura para abrir mão da
doutrina de um Deus pessoal, isto é, renunciar a fonte de
medo e esperança que, no passado, concentrou um poder tão
amplo nas mãos dos sacerdotes. Em seu ofício, terão de se
valer daqueles forças que são capazes de cultivar o Bom, o
Verdadeiro e o Belo na própria humanidade. Trata-se, sem
dúvida, de uma tarefa mais difícil, mas incomparavelmente
mais valiosa. Quando tiverem realizado esse processo de
depuração, os professores da religião certamente hão de
reconhecer com alegria que a verdadeira religião ficou
enobrecida e mais profunda graças ao conhecimento
científico.

Se um dos objetivos da religião é libertar a humanidade,
tanto quanto possível, da servidão dos anseios, desejos e
temores egocêntricos, o raciocínio científico pode ajudar a
religião em mais um sentido. Embora seja verdade que a meta
da ciência é descobrir regras que permitam associar e prever
os fatos, essa não é sua única finalidade. Ela procura
também reduzir as conexões descobertas ao menor número
possível de elementos conceituais mutuamente independentes.
E nessa busca da unificação racional do múltiplo que a
ciência logra seus maiores êxitos, embora seja precisamente
essa tentativa que a faz correr os maiores riscos de se
tornar uma presa das ilusões. Mas todo aquele que
experimentou intensamente os avanços bem-sucedidos feitos
nesse domínio é movido por uma profunda reverência pela
racionalidade que se manifesta na existência. Através da
compreensão, ele conquista uma emancipação de amplas
conseqüências dos grilhões das esperanças e desejos
pessoais, atingindo assim uma atitude mental de humildade
perante a grandeza da razão que se encarna na existência e
que, em seus recônditos mais profundos, é inacessível ao
homem. Essa atitude, contudo, parece-me ser religiosa, no
mais elevado sentido da palavra. A meu ver, portanto, a
ciência não só purifica o impulso religioso do entulho de
seu antropomorfismo, como contribui para uma 'espiritualização' religiosa de nossa compreensão da vida.

Quanto mais avança a evolução espiritual da humanidade, mais
certo me parece que o caminho para a religiosidade genuína
não passa pelo medo da vida, nem pelo medo da morte, ou pela
fé cega, mas pelo esforço em busca do conhecimento racional.
Neste sentido, acredito que o sacerdote, se quiser fazer jus
a sua 'sublime' missão educacional, deve tornar-se um
professor.

_____________________________________________________

"Ciência e Religião" (1939-1941) - Págs. 25
a 34. Einstein, Albert, 1870-1955 Título
original: "Out of my later years."

Escritos da Maturidade: artigos sobre
ciência, educação, relações sociais,
racismo, ciências sociais e religião.
Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges -
Rio de Janeiro : Editora Nova Fronteira,
1994.
 

terça-feira, 24 de maio de 2011

VM VELOCIDADE MÉDIA


Vm = s/t                      s = espaço percorrido                 t = tempo gasto
Obs.: dependendo da questão deve-se calcular a variação de s = sf - si   e/ou   a variação de t = tf -ti  

SIMULADO DE FÍSICA
TURMA: 1º ANO MÉDIO REGULAR
Professor: Diego

1) Um ônibus passa pelo quilômetro 30 de uma rodovia às 6h, e às 9h e 30 min passa pelo quilômetro 240. Qual a velocidade média desenvolvida pelo ônibus nesse intervalo de tempo?

2) Um carro de passeio percorre 30 km em 20 min. Determine sua velocidade média nesse percurso.

3) No exercício anterior, qual teria sido a velocidade média do carro se, durante o percurso, tivesse parado 10 min para o abastecimento de combustível?

4) Um ônibus percorre a distância de 480 km, entre Santos e Curitiba, com velocidade média de 80 km/h. De Curitiba a Florianópolis, distantes

300 km, o ônibus desenvolve a velocidade média de 75 km/h. Qual a velocidade média do ônibus entre Santos e Florianópolis?

5) A velocidade média de um móvel durante a metade de um percurso é 30 km/h e esse mesmo móvel tem a velocidade média de 10 km/h na metade restante desse mesmo percurso. Determine a velocidade média do móvel no percurso total.

6) Uma carreta de 20 m de comprimento demora 10s para atravessar uma ponte de 180m de extensão. Determine a velocidade média da carreta no percurso.

7) Um móvel percorre uma distância de 1.200 m em 4 min. Qual sua velocidade média?

8) Uma partícula percorre 30 m com velocidade média de 36 km/h. Em quanto tempo faz este percurso?

9) Um atleta passa no instante t1 = 10s por uma posição cujo espaço é S1 = 50m e no instante t2 = 20s pela posição de espaço S2 = 120m. Determine a velocidade média do atleta no intervalo de t1 a t2.

10) Um carro viaja de São Paulo a Campinas, que dista 90 km, parando durante 30 min num posto à beira da estrada, para refeição e abastecimento. De São Paulo até o posto gasta 1h 30min, fazendo o percurso do posto a Campinas em mais 30min. Calcule a velocidade média do carro na viagem em questão.

11) Um ônibus sai de São Paulo às 8h e chega a Jaboticabal, que dista 350 km da capital, às 11h 30min. No trecho de Jundiaí a Campinas, de aproximadamente 45 km, a sua velocidade foi constante e igual a 90 km/h.
a) Qual a velocidade média, em km/h, no trajeto São Paulo-Jaboticabal?
b) Em quanto tempo o ônibus cumpre o trecho Jundiaí-Campinas?

12) Um carro com uma velocidade de 80 km/h passa pelo quilômetro 240 de uma rodovia às 7h e 30 min. A que horas este carro chegará à próxima cidade, sabendo-se que a mesma está situada no quilômetro 300 dessa rodovia?

13) Numa corrida de carros, suponha que o vencedor gastou 1h e 30 min para completar o circuito, desenvolvendo uma velocidade média de 240

km/h, enquanto um outro carro, o segundo colocado, desenvolveu a velocidade média de 236 km/h. Se a pista tem 30 km, quantas voltas o carro vencedor chegou à frente do segundo colocado?

14) Você num automóvel faz um determinado percurso em 2h, desenvolvendo uma velocidade média de 75 km/h. Se fizesse o mesmo percurso a uma velocidade média de 100 km/h, quanto tempo gastaria?

15) Quatro cidades A, B, C e D estão dispostas tal que as distâncias rodoviárias entre A e B, B e C e C e D são, respectivamente, AB = 60 km,

BC = 100 km e CD = 90 km. Se um automóvel vai de A até B a uma velocidade de 60 km/h, da cidade B até a C a uma velocidade média de 50 km/h e da C até a D a uma velocidade média de 45 km/h, determine a velocidade média desse automóvel em km/h, para o percurso de A até D.

16) Um percurso de 310 km deve ser feito por um ônibus em 5 h. O primeiro trecho de 100 km é percorrido com velocidade média de 50 km/h e o segundo trecho de 90 km, com velocidade média de 60 km/h. Que velocidade média deve ter o ônibus no trecho restante para que a viagem se efetue no tempo previsto?

17) A velocidade escalar média de um móvel até a metade de seu percurso é 90 km/h e na outra metade restante é 60 km/h. Determine a velocidade média no percurso total.

18) A velocidade escalar média de um automóvel é 80 km/h no primeiro trecho de seu percurso e 60 km/h no trecho restante. Os trechos são percorridos no mesmo intervalo de tempo. Qual é a velocidade média durante todo o percurso?

19) Um trem de comprimento 200 m gasta 20 s para atravessar um túnel de comprimento 400 m. Determine a velocidade média do trem.

20) Uma composição ferroviária (19 vagões e uma locomotiva) desloca-se a 20 m/s. Sendo o comprimento de cada elemento da composição 10 m,

qual é o tempo que o trem gasta para ultrapassar:
a) uma sinaleira?
b) uma ponte de 100 m de comprimento?

21) Um caminhão se desloca com velocidade constante de 144 km/h. Suponha que o motorista cochile durante 1,0 s. Qual a distância, em metros, percorrida pelo caminhão nesse intervalo de tempo se ele não colidir com algum obstáculo?

22) Um avião vai de São Paulo a Recife em 1 h 40 mm. A distância entre essas cidades é aproximadamente 3.000 km. (Dado: velocidade do som no ar = 340 m/s.)
a) Qual a velocidade média do avião?
b) O avião é supersônico?

23) Uma patrulha rodoviária mede o tempo que cada veículo leva para percorrer um trecho de 400 m da estrada. Um automóvel percorre a primeira

metade do trecho com velocidade de 140 km/h. Sendo de 80 km/h a velocidade limite permitida, qual deve ser a maior velocidade média do carro na segunda metade do trecho para evitar ser multado?

24) Diante de uma agência do INSS há uma fila de aproximadamente 100 m de comprimento, ao longo da qual se distribuem de maneira uniforme 200 pessoas. Aberta a porta, as pessoas entram, durante 30 s. com uma velocidade média de 1 m/s Avalie:
a) o número de pessoas que entraram na agência.
b) o comprimento da fila que restou do lado de fora.

25) Brasileiro sofre! Numa tarde de sexta-leira, a fila única de clientes de um banco tem comprimento médio de 50 m. Em média, a distância entre as pessoas na fila é de 1 m. Os clientes são atendidos por três caixas. Cada caixa leva cerca de 3,0 min para atender um cliente.

Pergunta-se:
a) Qual a velocidade (média) dos clientes ao longo da fila?
b) Quanto tempo um cliente gasta na fila?
c) Se um dos caixas se retirar por 30 min, quantos metros a fila aumenta?


RESPOSTAS:
1) Vm = 60 km/h
2) Vm = 90 km/h
3) Vm = 60 km/h
4) Vm = 78 km/h
5) Vm = 15 km/h
6) Vm = 20 m/s ou 72 km/h
7) Vm = 5 m/s
8) t = 3s
9) Vm = 7 m/s
10) Vm = 36 km/h
11) a) Vm = 100 km/h b) t = 0,5 h
12) t = 8h 15 min
13) 0,2 volta
14) t = 0,5 h
15) Vm = 50 km/h
16) Vm = 80 km/h
17) Vm = 72 km/h
18) Vm = 70 km/h
19) Vm = 30 m/s
20) a) t = 10s b) t = 15s
21) DS = 40 m
22) Vm = 1.800 km/h b) Sim. Como a velocidade média do avião é maior do que a do som, concluímos que em algum intervalo de tempo ele deve ter

sido supersônico.
23) Vm = 56 km/h                  
24) a) 60 pessoas b) S = 70 m
25) a) Vm = 1 m/min         b) t = 50 min            c) S = 10 m

Resumo dos conteúdos para a avaliação do 4º bimestre de 2025 (8º ano B e C)

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